Servidor ocupa tribuna e questiona imprensa
Pedro Alcântara pede jornalistas para “ouvir o outro lado” ...
Na primeira reunião ordinária da Câmara de Itaúna no ano de 2026, o servidor Pedro de Alcântara Teixeira Júnior ocupou o expediente “Tribuna da Casa” para, como ele mesmo afirmou, questionar a “falta de respeito e falta de ética pela imprensa local”. O foco: a “CPI do Compadrio”. Em sua fala, questionando a “falta de respeito e a falta de ética da imprensa local”, o servidor teceu alguns comentários e apontou que o jornal FOLHA teria afirmado que “a ata foi alterada”.
Para explicar a situação, ele citou um fato entre ele e o vereador Guilherme Rocha, quando o edil teria questionado que “faltou parte do que aconteceu na reunião”. E detalhou: “O vereador falou que faltava um trecho em que ele apresentou provas”. E, mais adiante, afirmou que “estava lá, na página dois (da ata), o momento em que o vereador apresentou as provas, usando lá, meio digital, na reunião...”. Dois problemas podem ser apontados aí: o primeiro é que o arquivamento proposto da CPI aponta “falta de provas”. Se elas foram apresentadas, relatadas em ata, não foram levadas em consideração. Por qual motivo? Ou não foram relacionadas em ata, como se espera de um documento oficial de uma CPI.
E a citação ao jornal precisa de uma ressalva: A FOLHA não afirma que ocorreu adulteração de ata no sentido criminoso de um possível ato desta magnitude, mas que a ata não traduziu o que realmente aconteceu na reunião. E isso porque teve acesso ao vídeo da reunião e ao conteúdo da ata. Portanto, não havia necessidade, como disse o servidor, de “ouvir o outro lado”, visto que “os dois lados” a serem analisados eram o texto da ata e o vídeo da reunião. A não ser que o servidor entenda que está “de um lado” da questão e deveria ser ouvido para emitir opinião, apesar de seu trabalho na Câmara ser técnico. Quanto à alegação dele em relação a outro jornal, não nos cabe comentários.
Após a fala do servidor, o vereador Guilherme Rocha deu resposta, iniciando como fez o servidor, com um comentário irônico, porém indevido, nas duas situações – o servidor afirmou que Francisleno, também inscrito para falar, seria “doido”, em brincadeira depreciativa e indevida, com certeza. Já o vereador iniciou sua fala informando o último salário do servidor: “R$ 22.317,00 em janeiro, e efetivos trabalham 6 horas por dia (...)”. E, em seguida, afirmou que servidores efetivos devem ser “apartidários, apolíticos... mas o que eu tenho visto aqui, realmente, é bem diferente disso”. E lembrou que “a ata deve ser fiel à realidade, não acrescentar ou diminuir qualquer coisa. E, mesmo que algum vereador defina tal mudança, isso aí não pode”. E completou lembrando que “um servidor de 22 anos (de carreira) deveria saber que isso aí não pode acontecer”. Citou ainda outras questões que não nos cabe avaliar.



