ASSASSINO PRESO - Acusado de feminicídio em Juatuba é preso em Carmo do Cajuru
Homem foi detido no início da tarde da quinta-feira, pela Polícia Militar, na cidade vizinha
Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, acusado do assassinato de Vanessa Lara de Oliveira Silva, em Juatuba, no dia 9, última segunda-feira, foi preso em Carmo do Cajuru, no início da tarde da quinta-feira, 12. O crime repercutiu em todo o estado e até mesmo no País. Vanessa, que cursava o 7º período de Psicologia em Pará de Minas, fazia estágio na agência do Sine em Juatuba. Ela trabalhou na segunda-feira, e deixou o local de trabalho por volta de 14 horas, seguindo para o ponto de ônibus, para retornar para casa, como fazia normalmente.
Nesse trajeto, ela desapareceu e seu corpo foi encontrado com sinais de violência, despido, já no dia seguinte, 10 de fevereiro, após incessantes buscas e solicitações de notícias por parte da família. Uma pessoa visualizou o corpo da vítima e acionou o 190. A partir de então, iniciou-se a busca pelo assassino, que, pouco tempo depois, foi identificado como sendo Ítalo Jeferson da Silva. Ele cumpria pena em regime semiaberto domiciliar e tem várias passagens pela polícia por crimes de estupro, roubos e tráfico de drogas.
Segundo informações não confirmadas, o acusado já teria confessado cinco estupros e teria quase 40 anos de penas de prisão a cumprir. A polícia apurou ainda que ele confessou o crime aos familiares, quando esteve na sua residência, apresentando arranhões e sujo de barro. O homem teria tomado banho, pegado um valor em dinheiro com a sua mãe e informado que fugiria para a capital, Belo Horizonte, dizendo ainda que passaria a viver nas ruas.
Preso em Carmo do Cajuru
Apesar da informação de que Ítalo teria fugido para Belo Horizonte, no início da tarde da quinta-feira, 12, ele foi interceptado e preso em Carmo do Cajuru, cidade vizinha a Itaúna. O assassino trajava bermuda azul estampada e camisa preta e calçava chinelos. Até o fechamento da edição, não havia mais informações sobre a dinâmica do crime, nem se o assassino já teria sido encaminhado para a Delegacia de Juatuba, onde o crime foi registrado inicialmente.
“Justiceiros” laçam inocente no mato e o torturam
Após mensagens nas redes sociais de que o assassino de Vanessa estaria circulando na região da comunidade rural de Campos, em Itaúna, um bando de justiceiros resolveu sair à sua captura. Um rapaz com sofrimento mental foi abordado, laçado como gado, arrastado e, após ser agredido, foi amarrado a um toco.
A polícia compareceu ao local e detectou que não se tratava do assassino de Vanessa, em seguida, levou o rapaz, vítima dos justiceiros, para o Hospital “Manoel Gonçalves”, para que ele recebesse atendimento médico. Ainda segundo informações, mas que não foram confirmadas até o fechamento da edição, teria sido instaurado inquérito para apurar a identidade dos envolvidos na “caçada”, para que eles respondam por possível crime de tortura e até mesmo de “danos morais”, já que imagens da vítima, sendo laçada e depois amarrada em um toco, foram expostas nas redes, com acusações de se tratar de um assassino, isso sem nenhuma comprovação.
Assassino de Vanessa fugia em vagão de trem de cargas
A capitã da PMMG, Lorena, falou à imprensa em coletiva na tarde da quinta-feira, 12, na cidade de Carmo do Cajuru, sobe a prisão de Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, autor confesso do feminicídio contra Vanessa Lara, na cidade de Juatuba. Segundo a militar, a polícia recebeu informações, por meio do telefone 190, de que o assassino estaria viajando em um vagão de trem de carga saído de Juatuba.
A informação foi verificada em uma parada da composição em Carmo do Cajuru. Quando Ítalo avistou os militares, ele teria tentado escapar, mas foi contido e preso. Com ele foram apreendidas algumas peças de roupa, outros objetos e uma faca. Ainda conforme a capitã da PM, Ítalo confessou o crime e disse aos policiais que escolheu Vanessa por ela ser mulher, que não tinha outra motivação para o feminicídio.
Que, após dominá-la, a enforcou com o fio de um carregador de telefone celular. Disse que não tinha destino certo e que entrou no trem em Juatuba por ser o primeiro veículo que avistou que dava chance à fuga. A composição seguia de Juatuba com destino a Divinópolis, com parada em Carmo do Cajuru.



