DOIS PESOS...
PM libera um e reboca outro

Nesta semana, a FOLHA recebeu duas reclamações de itaunenses que demonstram a aplicação da máxima de que se usam “dois pesos e duas medidas” na atuação da PM em ações de fiscalização no trânsito da cidade. No primeiro caso, uma psicóloga deparou com uma caminhonete, de propriedade de empresário itaunense, estacionada na porta da garagem do estacionamento que ela aluga vaga. Ela acionou a polícia, depois de mais de 30 minutos tentando sair com seu veículo do estacionamento, que estava sendo impedido pela caminhonete estacionada (foto). A polícia compareceu ao local e informou que havia acionado o reboque. Mas, aí, após mais de 30 minutos após o acionamento, o motorista da caminhonete chegou ao local e retirou seu carro, tranquilamente, sendo que, provavelmente, nem uma multa lhe foi aplicada. Em seguida, a polícia dispensou o reboque, que havia sido acionado, mas sequer chegou ao local.
Essa demanda toda demorou cerca de uma hora e meia, prazo em que a psicóloga demorou para conseguir sair do estacionamento, devido à caminhonete ter ficado ali estacionada, impedindo a passagem. Esse fato ocorreu na Rua Diógenes Nogueira, próximo do edifício Central Park, na terça-feira, dia 26, entre 17h30 e 18h40.
Já a outra reclamação se deu na Rua Godofredo Gonçalves, quase esquina com a Rua Manoel Gonçalves, na quinta-feira, dia 28, por volta das 16h. Segundo o leitor, o carro em questão estava estacionado em uma vaga proibida e a PM compareceu ao local, provavelmente após acionamento. Porém o motorista do carro chegou ao local antes de o reboque começar a fazer remoção do veículo, conforme a denúncia. Só que o motorista foi impedido de retirar o seu carro – como ocorreu no caso da caminhonete – pelo policial, que determinou a remoção do veículo, o que foi feito, em seguida, pelo reboque (foto).
Fica, então, o questionamento à Polícia Militar sobre o porquê de usar “dois pesos e duas medidas” em situações idênticas de estacionamento em local proibido. Por que um motorista pode retirar o seu carro e o outro é impedido de fazê-lo, tendo o veículo removido? O que explica atitudes tão diferentes em situações iguais? Fica a pergunta a ser respondida.