Itaúna, “não deu um pinto pra galo”
O dito popular era muito utilizado por um jornalista itaunense, meu amigo e um dos melhores que já tivemos, Dr. José Waldemar Teixeira de Melo, falecido em maio deste ano. Esse dito popular ilustra, e muito bem, o momento político que estamos passando quando se fala em Poder Legislativo e seus componentes, lançados ao cargo pelo povo. Mas serve também para mostrar o modus operandi de muitos ditos profissionais da imprensa que vêm atuando na cidade clandestinamente, através de páginas também clandestinas e que estão sendo acobertadas por autoridades públicas, que deveriam combatê-las. E serve para ilustrar ainda o mau-caratismo dos que estão por traz da artimanha montada com a condescendência de quem deveria estar zelando pelo bom andamento dos serviços legislativos em todos os aspectos, não só os jurídicos e de direito público, mas os políticos e administrativos também. É absurdo o que estamos sendo obrigados a assistir. O termo melhor a ser usado seria: obrigados a engolir, pois são de uma prostituição tão grande as atitudes e os atos, que a definição fica, inclusive, difícil de ser expressa.
Mas vamos tentar explicar o inexplicável. Mas, antes disso, confesso estar abismado com tamanha cara de pau e mau-caratismo dos principais envolvidos. Falo sem medo de errar que todo o estado de coisas que tem acontecido no interior do nosso Poder Legislativo é fruto da condescendência do presidente de Casa, Senhor Antônio de Miranda, que, para pressupostamente garantir a presidência da Casa de Leis, foi obrigado a negociar cargos e outras “cositas más”. E aí perdeu o comando, ficando nas mãos de vereadores sem nenhum caráter. Essa é a minha opinião e é o que estou vendo semanalmente nas reuniões e no dia a dia nos corredores do prédio da Av. Getúlio Vargas.
É vergonhoso ter que afirmar isso, mas Itaúna está sem representatividade de fato em se tratando de Poder Legislativo, pois a única coisa que não se faz lá na Câmara é Legislar, a não ser em causa própria e por interesses ocultos, melhor, nem tão ocultos assim, mas que remetem a interesses políticos eleitoreiros futuros. Uma vergonha os atos, a postura e as ações. É um amontoado de atos errados, ações ilícitas e posturas obscuras que estão sendo acobertadas dia após dia pela presidência, com a aquiescência dos companheiros de Mesa, também por interesses individuais, porque, se não fosse isso, já teriam cobrado do presidente ação em relação ao estado de coisas, repito, obscuras que tem acontecido. Estão calados, mostrado postura subserviente e passiva. Vergonha.
O plenário, em meu entendimento e olhar, sabe o que está acontecendo, quer mudar o rumo das coisas, mas não tem a coragem de impor, tem uma maioria de “primeira viagem”, outros que não são capazes e outros que são inteligentes para não entrar na “briga” de coxia. Não tenho aqui a intenção de ofender ninguém, mas é a verdade. Falta coragem para se impor, para dar um “tapa na Mesa”, no sentido literal da palavra, ou um tapa de luva, o que seria mais inteligente e elegante em todos os aspectos. Mas não vai acontecer, ainda, pelo menos, porque falta conhecimento e, mais que isso, vontade de mudar. Preferem ganhar o salário ficando quietos e calados do que “brigar” pelo correto, pelo lícito e pelo direito do povo, o que deveriam estar fazendo, já que foram eleitos para tal.
Nunca assisti à tamanha bandalheira. No 11º mês do mandato, já são duas CPIs propostas e uma Comissão Processante controversa em andamento, isso fora as brigas espetaculares, que mais parecem ser encenações de teatro para um público carente de coisas, digo, apresentações, ridículas e mal formatadas em produção de baixo nível, como diriam na métrica da Netflix. A motivação da CPI que denuncia a situação do “assessor de imprensa” da Câmara. Será? É absurda. O que está acontecendo é de um escalabro que qualquer um teria dúvida, pois fazer uma página até então apócrifa dentro do prédio do Poder Legislativo da cidade e, ainda, ao que tudo indica, estar trabalhando para um vereador que só olha para o seu próprio umbigo e se propõe a atropelar tudo e todos, é lastimável. Esse vereador chama-se Kaio Guimarães. E o assessor que comanda “O ITAUNENSE”, mas que é de Betim e caiu de paraquedas na city, além de tudo, parece não se incomodar com o estado de coisas que vem fazendo. Esta semana, depois da CPI proposta e das provas apresentadas para denunciar os seus atos, resolveu assumir sem querer, que é ele mesmo quem faz a panfletagem eletrônica e ainda saiu pra cima de alguns vereadores com citações e inferninho barato. Coisa de gente despreparada e baixo nível. Não conheço o rapaz e quero distância. Mas o certo é certo. Pergunto: a página tem registro legal? Tem jornalista responsável? Tem empresa com contabilidade legal? Tem endereço em Itaúna? Conta bancária jurídica para recebimento do faturamento? Paga os impostos?
E, para finalizar o estado de coisas que tenho observado desde o início desse mandato – com a propositura da CPI para apurar possíveis atos ilegais que necessitam de esclarecimentos e comprovações de legalidade –, entendo que, primeiramente, o presidente da Casa, Antônio de Miranda – que, numa postura submissa, não consegue agir –, deve se explicar de modo convincente ou às luzes da Justiça, ou seja, ser punido exemplarmente. E, sinceramente, diante do estado de coisas, o que acho que vai acabar ocorrendo é que ele, desta vez, encalacrou-se. E vai ter que ter cuidado para ter que explicar outras “cositas más” que vêm ocorrendo no gabinete da presidência. E ele sabe do que estou falando.
Para terminar, vocês devem ter observado que a palavra coisa foi usada de forma demasiada neste editorial. Foi porque não encontrei outra, diante deste estado de coisas degradantes assistidas pelo cidadão eleitor, que confiou seu voto naqueles que não têm o mínimo de respeito para com ele. E, para terminar, diante das coisas que ouvi, li e assisti ontem, publicados pelo portal ilegal comandado pelo assessor de imprensa do vereador, digo, da Câmara, e no próprio Instagram do rapaz, não tenho alternativa a não ser repetir a frase que meu amigo, e um dos melhores jornalista que Itaúna já teve, gostava de usar para definir as coisas que acontecem em nossa Itaúna e que já usei algumas vezes: “Itaúna não deu nem um pinto pra galo e nem um leitão pra cachaço”. É vero. E, só para confirmar isso, o Toizinho do Seu João é de Crucilândia. Bom, pelo menos é melhor que ser de Betim.






