Pedida CPI para investigar comunicação do Legislativo

Também foi pedida comissão de investigação para apurar uso de madeira retirada nas margens do Rio São João

Pedida CPI para investigar comunicação do Legislativo
Foto: Reprodução Instagram

O caso do assessor de Comunicação da Câmara que mantém uma página na rede social Instagram a título de “órgão de imprensa” ocasionou um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, assinado por dezesseis vereadores. O assunto tem sido muito comentado nas redes sociais, inclusive, com vídeo recente, postado pelo vereador Guilherme Rocha (Gui Rocha), apontando as ligações do chefe de Comunicação do Legislativo, André Messias, com a página do Instagram “O Itaunense”. 

Conforme destacou Gui Rocha, André Messias – que teria sido indicado para o cargo pelo vereador Kaio Guimarães –, para assumir o posto, precisou que fosse alterada legislação da Câmara, permitindo que alguém sem formação superior na área pudesse assumir o cargo. Disse ainda o vereador que a citada página é alimentada pelo citado funcionário da Câmara, e apresentou ligações de André Messias, por meio de uma irmã, menor de idade, com atos da página “O Itaunense”.

Apontou que o presidente da Casa, Antônio de Miranda, seria conivente com a situação, ou omisso, inclusive, tendo anunciado a venda de um veículo naquele espaço, e questiona se o citado anúncio “foi pago”, dando a entender que se tratou de “camaradagem”. Gui Rocha fez ligações, que já foram apontadas em ocasiões passadas, por outras pessoas, do chefe da Comunicação da Câmara, André Messias, com o presidente da Mesa da Câmara, Antônio de Miranda, e o vereador Kaio, sendo que citou poucas vezes este último, e centrou “fogo” no presidente. Concluiu o vídeo postado com a acusação de que estaria ocorrendo “uso da máquina pública”. Disse que entraria com pedido de instalação de uma CPI – o que ocorreu – e que levaria o caso para o Ministério Público, apresentando as provas que possui.

A CPI e os passos seguintes

O presidente da Câmara, Antônio de Miranda, informou, ainda na reunião, que daria o encaminhamento necessário ao pedido de instalação da CPI, conforme o Regimento Interno da Câmara. Como foi apresentado um outro pedido, para apuração da destinação dada à madeira das árvores retiradas das margens do Rio São João, a segunda delas a ser instalada necessitará de aprovação de maioria absoluta em plenário.

Outra informação é de que o primeiro signatário, no caso, o Guilherme Rocha, obrigatoriamente fará parte da CPI, porém não poderá ocupar o posto de presidente nem de relator. E o prazo para funcionamento, inicialmente, é de 120 dias, não sendo interrompida no período de recesso parlamentar. Isso quer dizer que os vereadores que compuserem a CPI não terão o referido recesso, o que se torna um problema para a formação da comissão.

Tõezinho tenta se safar

O presidente da Câmara, Antônio de Miranda, foi o último a falar na reunião, quando proferiu discurso em sua defesa ante as acusações colocadas pelo vídeo postado no Instagram pelo vereador Gui Rocha. Na sua fala, ele fez um resumo de sua vida pública, afirmando, inclusive, que não foi eleito para atuar nas redes sociais, mas na Câmara. Repetiu que o local de atuação do vereador deve ser o parlamento. Apontou imbróglios em que Gui Rocha se envolveu nestes 10 meses de mandato.

Rebateu acusações, falou de sua trajetória, apontando passos de sua carreira política, e negou que teria algum interesse em ocupar o espaço de vice-prefeito, visto que “já fui vice-prefeito – no mandato de Osmando Pereira de 2013/16 – eleito pelo povo de Itaúna”, reforçou. E, após a sua fala, encerrou a reunião, sem dar chances a Gui Rocha de se manifestar, o que foi considerado por várias pessoas como um “ato ditatorial”.