ABSURDO - Câmara tem “CPI do Compadrio”
Vereador envolvido nas suspeitas é eleito presidente e aprova suspensão de transparência dos atos
A denominada “CPI da Omissão”, instalada na Câmara para apurar denúncias de ações irregulares do chefe da Comunicação, e que acusa interferência do edil Kaio Guimarães e possível conivência do presidente da Câmara, Tõezinho, passou a ser denominada de “CPI do Compadrio”. O termo remete à relação entre compadres, ou ainda à mancomunação, conluio... E a denominação se escora, inicialmente, na composição da CPI, que conta com um dos possíveis acusados na inicial – vereador Kaio Guimarães – e com um membro da Mesa presidida pelo Tõezinho, que é a vereadora Márcia Cristina. E o vereador Kaio, que não deveria participar da CPI, por ser envolvido indiretamente nas acusações, foi eleito presidente da citada CPI, votando nele mesmo.
E, para concluir os absurdos perpetrados na Câmara de Itaúna neste primeiro ano da atual legislatura, foi proposto e aprovado pela maioria que as reuniões não podem ser gravadas. Isto mesmo: censura! Proibiram a gravação da reunião. Isso confronta um dos princípios da administração pública, que é a publicidade – não aquela feita em páginas de fofocas, de fazer propaganda, mas a de tornar público o ato e/ou ação dos órgãos públicos, no caso a Câmara de Itaúna. Uma CPI de censura, fadada ao arquivamento, é como se apresenta essa CPI, que já foi da “Omissão” e agora se torna do “Compadrio”, como apontam críticos ao que transcorreu na reunião ocorrida na manhã da terça-feira, 23 de dezembro.
A não ser que ocorra uma intervenção legal, a CPI do Compadrio vai ser arquivada “por falta de provas” e os abusos continuarão no prédio da Getúlio Vargas e na página de fofocas do Instagram. Lembrando que o chefe da Comunicação acusado na proposição da CPI foi nomeado por indicação do vereador que agora preside a citada comissão...



