Virou uma cachorrada! E como latem...
Itaúna e suas “Itaunices...”. E não é que uma simples gravação de vídeo do prefeito com uma defensora de bichinhos e com um candidato acabou deflagrando uma discórdia que, até o momento, ainda não consegui interpretar, nem como jornalista e muito menos como cidadão, mas, analisando os momentos e os interesses políticos de pelo menos um dos protagonistas, até vislumbro motivos para os chiliques via redes sociais e no plenário da Câmara, que não é o local mais indicado. Mas que tá exagerado, isso tá. Eita terrinha de Borba Gato!!!
E, entre tapas e beijos, o que segue abaixo é o que tenho a dizer depois de ouvir a moça da AIDA e de assistir os vídeos da Carol dos cachorros e a sua postura no plenário na terça-feira, uma vereadora que é bonita e parece-me inteligente, pelo menos até então... E que também até então, a meu ver, tinha uma virtude política: evitava falar, ficava mais com a boca fechada, mas aí, de umas semanas pra cá, desandou... E é o velho ditado: em boca fechada não entra mosquito. Mas aberta!... E olha que, a meu ver, ela não tem muita razão, em se tratando de posicionamentos e ataques, na questão proteção animal. Politicamente, também não acho que tenha, até porque, na política, ninguém é dono da razão, e os movimentos são rápidos, então “girar metralhadora” nunca foi um bom negócio em política, principalmente na antevéspera de algum pleito. E conselho não se dá, mas, Carol, menos, menos, muito menos...
Se a causa animal pode ser abrangente, penso que quanto mais gente envolvida, melhor. Divergir de pessoas e de ações públicas é normal, mas briga, aí é outra coisa. Pelo que estou interpretando – posso estar errado –, a questão da “cachorrada” em pauta é apenas holofote. Nada mais que isso. E, sinceramente, acho que esta coisa de causa animal, leia-se proteção de cachorros, principalmente dos abandonados e que ficam pelas ruas, jardins, marquises e prédios públicos, já ultrapassou todos os limites do bom senso aqui na terrinha. Sou defensor em tudo, principalmente, do respeito, entendo que as causas, sejam elas quais forem, devem ser colocadas publicamente, mas sem paixão e com mais bom senso. E afirmo isso porque ninguém é obrigado a conviver com cachorros em vias públicas e muito menos em prédios públicos, “coçando barrica” ou levantando pata e jogando pulga e/ou carrapato para todo lado... E tem mais, acho que estou cometendo um crime... Não pode mais falar cachorro, né? Tem que ser pet? É isso? Frescura!!! Se querem mesmo fazer o bem para os bichos, que os levem para as suas casas e deem comida, banho e tosa, remédios, e coloquem nome e cuidem bem. É um bom companheiro! Não é isso?
E tem mais, se vão literalmente catar nas ruas os abandonados, que os levem para um local adequado em todos os sentidos. Não é levar para chácara em condomínio fechado e juntar dezenas deles no quintal, como fazem alguns, melhor, algumas defensoras. Existe um condomínio na região da Barragem Velha, por exemplo, onde os vizinhos são obrigados a conviver com latidos dia e noite, com o mau cheiro insuportável dos animais, com animais soltos que escapam e o pior, com o mau humor da protetora, que fica irritada quando alguém reclama. Ora, quer exercer o bem aos cachorros, digo, pets, que faça então dentro das leis que regem a boa convivência humana. E não faça isso em condomínio fechado, onde há um estatuto. Ou então vá residir na zona rural, longe de vizinhos. É a minha sugestão.
Já no meio urbano, além dos problemas já citados, a população tem que andar pelos passeios olhando para baixo e com total atenção, porque senão acaba com os sapatos emplastados de bosta de cachorro, porque os donos, os que querem companheiros e são “apaixonados” por bichos e que residem em apartamentos, descem com eles pela manhã e deixam as fezes nos passeios sem nenhum constrangimento. Ou seja, “o resto que se dane”. É coisa de brasileiro, né? Educação zero.
E ainda tem os que gostam dos bichinhos, mas bem longe deles. Tem funcionário de lojas, por exemplo, que colocam ração, água e, depois, até panos para os bichos descansarem e fazerem a sesta, mas fazem isso ao lado ou em frente ao estabelecimento em que trabalham, ou seja, onde existem outras atividades comerciais, e os outros têm que “pedir licença” para os bichos para passarem e ainda têm que tampar o nariz por causa do mau cheiro.
Então essa coisa de defesa animal, de causa pet, de ONGs, de chiliques por causa dos bichos etc., é frescura e até irresponsabilidade. Os donos de bichos deveriam é ser multados. Por outro lado, acho até bonito esta coisa de ter animal, cuidar dele... e já tive na minha casa e posso afirmar que custa caro quando se faz como deve. E merece aplausos quem faz corretamente, mas estes também devem ter responsabilidades e, principalmente, bom senso, com ênfase aos que estão à frente das causas.
Em minha opinião, o animal, seja ele qual for, tem que ser tratado com respeito e carinho. E aí vão duas coisas fundamentais: acolhimento aos abandonados e cuidado dos proprietários para com os seus. Quanto aos de rua, os que são abandonados e ficam zanzando por aí, o que tenho a dizer é que devem ser encaminhados para um canil que esteja equipado com todos os itens necessários para a sobrevivência do animal até a adoção. Se está doente, que tenha um diagnóstico de um veterinário, para saber se tem possibilidade de cura; se não tem, que vá para o sacrifício. É a minha opinião e tenho o direito de tê-la. O resto é, desculpe o termo mais uma vez, frescura.
Então esse lenga-lenga que venho ouvindo e assistindo nos últimos dias não passa de teatrinho armado e, mais que isso, com interesse político. Quanto aos problemas da cachorrada nas ruas, nas igrejas, nas portas de prédios, nas praças e nos prédios públicos como na prefeitura, que sejam removidos e levados para o canil. Agora, dar chilique em rede social porque este ou aquele fez isto ou aquilo para retirar cachorros de prédio público e/ou das ruas é frescura e jogo de interesse político. Nada mais que isso.
Lembra daquela música do cantor Eduardo Dusek e da Banda João Penca e seus Miquinhos Amestrados, com nome “Roque do Cachorro”, que foi sucesso nas décadas de 80 e 90 e que tinha na sua letra a frase: “Troque seu cachorro por uma criança pobre”? Atualíssima!
Por Renilton Gonçalves Pacheco




