Opinião com responsabilidade e o exercício político com seriedade
“Sabe-se que a primeira atividade teórica da razão, ainda oscilante entre o pensamento e o sentimento é a de contar. Contar é o primeiro ato teórico livre da razão. A estatística é a primeira ciência política. Posso entender a cabeça de um homem se souber quantos cabelos ela produz. Faça aos outros, o que você quiser que lhes façam. E como poderemos dignificar-nos melhor, senão através das estatísticas?”
A introdução é só para fazer lembrar aos tecnocratas e aos próprios políticos que exercem a política ou vivem no meio, principalmente os menos avisados, que em qualquer ataque ou em qualquer defesa, a razão deve sempre prevalecer. A emoção, sentimento nobre, não cabe em meio às mazelas que surgem das ações, onde a política “barata” e rasteira insistem em sopitar.
Nos últimos meses tenho manifestado nesse espaço, opiniões que considero importantes para Itaúna e seu povo. Estas opiniões são em sua maioria absoluta de críticas aos políticos na espera municipal, que já estão no segundo ano de mandato e que por motivos diversos, ainda não conseguiram fazer o mandato decolar, principalmente no Legislativo, o que prejudica a população, pois não há uma ação que tenha peso. Fazem política hoje, legislativamente falando, com emendas impositivas e com falácias, e quando não é isso, estão “brigando” entre si e ou fazendo picuinha com os que divergem das suas colocações. Tenho recebido algumas críticas, poucas na verdade, e muitos elogios por estar cobrando o efetivo exercício do mandato dos vereadores em prol do povo. Quero deixar claro que estou apenas divulgando fatos e opinando acerca de fatos inegáveis que estão ocorrendo no seio do legislativo nos últimos 14 meses. Questiono sim alguns atos que considero nebulosos, mas e daí? É um direito meu questionar atos públicos, mesmo que isso não agrade, inclusive, pessoas do meu círculo de amizade. Deixo a entender sim, em muitos de meus editoriais, que a grande maioria dos ocupantes de cargos públicos administrativos em Itaúna, em Minas e no Brasil, não assume as responsabilidades de seus atos públicos e sequer assume a maioria dos compromissos assumidos em campanha ou no ato de suas nomeações. A verdade é que não trabalham, apenas fingem e ou administram seus interesses.
Entendo que ao assumir um mandato eletivo e num momento em que as ações e postura dos políticos são questionadas mundo afora, país afora e em cidades afora, e está na berlinda a classificação moral deles, deviam-se antes de tudo, todos, exercerem o mandato com dedicação, eficiência e sem revanchismo. O revanchismo está estampado em atos montados na Câmara, em recentes propostas de CPI e em CPI em andamento contra companheiro de mandato. A verdade é que os atos maliciosamente fabricados causam náuseas. Afirmo isso porque até o momento não consegui enxergar os efeitos práticos da legislatura que aí está. E acho que isso ocorre porque não há uma vontade de exercer o mandato. Querem apenas o título de vereador e o salário. Porque estão preocupados apenas com atos políticos e busca de vitrine. Itaúna é muito mais que isso.
E o que causa indignação é o fato de que nada do que foi prometido em campanha está sendo colocado em prática. Soma-se a isso a preguiça. É lamentável, para quem prometeu ajudar a resolver os problemas na cidade. Falta responsabilidade. Motivo do título desse editorial.
Por outro lado, entendo que não é a totalidade, e independente de grupo político, alguns poucos procuram pensar na cidade primeiro, e depois em atos políticos. Observo que até oposição deve ser feita também com responsabilidade, sem artifícios fabricados e por meio de chacota. E principalmente de mentiras. O que assisti e li nas redes sociais nos últimos meses não ‘cheira bem’. A oposição é louvável é necessária, mas com responsabilidade e precisa ser feita por pessoas que tenham prestígio, amor pela cidade e mais que tudo isso, tenham cabedal político, caráter e mais que isso, saiba onde está e porque está... Até aqui o que vi foram piadas, chacotas construídas e perseguição barata. Assim não se constrói um conceito político em prol de uma cidade, apenas se faz um jogo. Isso é irresponsabilidade, assim como a situação no poder, precisa ter seriedade com a coisa pública e respeito pelo cidadão. E mais uma vez deixo claro que é direito deles vereadores, assim como da presidência ou da mesa diretora, divergir das minhas opiniões e das publicações do jornal em forma de notícias (que são apuradas e checadas), pois a livre manifestação do pensamento está aí garantida pela lei Maior, apenas a exerço. Não custa repetir a abertura que não é minha: “Sabe-se que a primeira atividade teórica da razão, ainda oscilante entre o pensamento e o sentimento é a de contar. Contar é o primeiro ato teórico livre da razão. A estatística é a primeira ciência política. Posso entender a cabeça de um homem se souber quantos cabelos ela produz. Faça aos outros, o que você quiser que lhes façam. E como poderemos dignificar-nos melhor, senão através das estatísticas?”





