A VOZ DO POVO
Não à pejotização de médicos
A Cidadã Adriana P. O. Souza, que é presidente da Associações dos Moradores dos Bairros Vila Tavares, Vila Vilaça, Antunes e Eldorado, encaminhou à redação um ofício que ela protocolou na Câmara, com 519 assinaturas, contestando a mudança no sistema de contratação de médicos em Itaúna para atuarem nos postos de saúde (ESFs, antigos PSFs). Conforme a reclamação, o sistema de contratação está sendo alterado com a justificativa de redução de custos no setor. Assim, os médicos, para serem contratados, precisam constituir empresas e a contratação passa a ser feita por meio de Pessoa Jurídica. Com isso, estariam sendo economizados custos com férias, décimo terceiro salário etc.
Porém o receio da comunidade é de que isso venha a criar um corte de vínculos entre o médico e o paciente, visto que a maioria dos médicos antigos não estão sendo contratados nesse sistema. Conforme alega a cidadã, cerca de nove profissionais já saíram de unidades de saúde de Itaúna e não foram recontratados pelo novo sistema. O ofício protocolado na Câmara é com o pedido para que os edis auxiliem na questão e que a manutenção do vínculo entre profissionais médicos e cidadãos não seja rompido, “para o bem da saúde da comunidade”, concluiu a reclamante.
Afastamento “esquisito”
Outra reclamação chegada à redação é com relação a uma parente de político com mandato em Itaúna que trabalha na creche do Bairro Santa Edwiges. Conforme os reclamantes, a funcionária pública teria apresentado um documento de licença por 60 dias, por questões que a estariam a impossibilitando de trabalhar. Porém a mulher tem sido vista trabalhando no comércio da família do político, sem problemas algum o dia todo. Questionam os reclamantes, alegando que, se a mulher não está apta a trabalhar no serviço público, como pode trabalhar na iniciativa privada? Fica o questionamento, para ser esclarecido por quem de direito. E se possível, como pedido, no plenário da Câmara.





