POLÍTICA - Candidaturas têm prazo curto para decisões

No estado, candidatura de Pacheco “espera uma mágica” de Lula e, em Itaúna, candidaturas vão se afunilando

POLÍTICA - Candidaturas têm prazo curto para decisões

Chegando a segunda quinzena de maio, as decisões políticas para o início das campanhas com vistas às eleições de outubro vão sendo tomadas. E algumas situações se revolvem até mesmo sem que os envolvidos atuem diretamente nelas, por causa de situações que se formam e levam “imagens de momento” – como gostam de dizer analistas – para o espaço, obrigando a mudanças bruscas ou adequações imediatas. O caso da disputa presidencial em que aparecem provas da ligação do filho do ex-presidente Bolsonaro com o banqueiro responsável pelo maior golpe financeiro do País nos últimos tempos, o Daniel Vorcaro, é um deles. Com certeza, ou a imagem de Flávio Bolsonaro será “desintegrada” ou deverão ser feitas acomodações na pré-campanha com muita urgência. A direita, com isso, parece que busca uma “outra opção”. Com isso, o ex-governador Zema se apresenta. Se conseguir apoios, isso vai interferir diretamente na eleição mineira, já que seu candidato, Mateus Simões, pode perder apoios do PL e terá de se adequar à situação, que, no momento, não é das melhores para ele. 

Já no caso do pessoal da esquerda, que na disputa nacional tem o atual presidente como candidato à reeleição, em Minas Gerais, está meio sem palanque com a anunciada desistência de Rodrigo Pacheco, após conversa com o presidente nacional do PT. Pacheco, que, na opinião de Lula, formaria a chapa ideal com Marília Campos, disse que não vai para a disputa e que deve optar pelo cargo de ministro do TCU, oferecido pelo Alcolumbre. Caso se confirme e não exista a “mágica” de Lula, como afirmou a colunista Bertha Makaroun, na Rádio Itatiaia, ao tratar do tema, quem ganha espaço pela esquerda é o Kalil. 

Já pelo espectro da direita, comentários apontam que Cleitinho pode abrir mão da disputa, mesmo liderando as pesquisas, e o PL apresentar o nome de Flávio Roscoe, liderança empresarial que se filiou recentemente ao partido. Se isso acontecer, o PL pode ter um nome forte na disputa, garantindo palanque a seu candidato nacional, que, até então, é Flávio Bolsonaro, e, consequentemente, mexe na política itaunense. Então é preciso analisar o que acontece por aqui e quem se beneficia com toda essa confusão se os resultados forem os apontados.

Itaúna e as várias candidaturas: quem fica na disputa?

Há 30, 40 dias, a informação era de que Itaúna teria cinco ou até seis candidatos a uma vaga de deputado federal. As situações foram se afunilando e três pessoas nascidas na cidade permanecem ainda no horizonte eleitoral itaunense: Gláucia, Neider e Tõezinho. Mas as mudanças em nível federal e estadual, além das questões locais, podem mexer bastante com essas candidaturas.

Caso ocorram as modificações citadas acima e Flávio Roscoe seja o candidato ao governo do Estado, pelo PL, a candidatura de Gláucia Santiago será a mais beneficiada. No caso de Pacheco desistir, quem fica com o prejuízo é o ex-prefeito Neider, que fica sem um nome de peso na chapa para ajudar na exposição do seu nome. Tõezinho, do União Brasil, tem ligações com o grupo do candidato Mateus Simões e sofreria, assim, um baque duplo.

E tem as questões localizadas. O ex-prefeito Neider Moreira acabou de ser condenado pelo TJMG a seis anos de prisão, por crime de “rachadinha”. Ele vai recorrer, tentar provar que está sendo injustiçado, mas a notícia caiu como uma bomba na sua pré-candidatura. Pessoas ligadas a ele afirmam que nunca viram Neider tão abatido como está agora. E esse abatimento pode ser o apontamento para afirmações de pessoas nos bastidores que alegam que o ex-prefeito deve desistir da sua candidatura.

Por outro lado, Antônio de Miranda, o Tõezinho, tem enfrentado sérios problemas devido à sua condução catastrófica do Legislativo itaunense. Todos os dias, surgem problemas que o colocam no meio da celeuma, como ocorreu com o caso da “CPI do Compadrio”, que deveria investigar as atuações do ex-chefe da Comunicação da Câmara. E, há 15 dias, foi noticiado que o político foi denunciado ao Ministério Público, com acusações de crimes de perjúrio e improbidade. Mesmo que essas acusações não tenham resoluções que afetem a questão de sua candidatura, documentalmente, trarão muitos prejuízos eleitorais a ele, com certeza.

Assim, pode-se afirmar, em uma análise de momento, que as ocorrências de bastidores, que afetam as candidaturas, atuam em benefício da candidatura de Gláucia Santiago. Dos três itaunenses que se apresentam à disputa de uma vaga na Câmara, dois apresentam problemas com acusações de improbidade e podem ser prejudicados com os acordos em nível estadual e federal. Somente a ex-vice-prefeita e ex-vereadora tem recebido boas notícias nos dois campos analisados. O afunilamento aponta para o fortalecimento da sua candidatura.