Estava evidente, a todo tempo...
“Nem todo político é mentiroso, assim como nem todo eleitor é burro, mas o certo é que ambos existem...”
Jean Carlos Andrade
Pois é! Com essa exclamação e com a afirmação no título, começo o editorial de hoje. São opções que demonstram que, quando se tem razão e a certeza de que há algo de estranho no ar, pode-se exercer o profissionalismo com tranquilidade, porque o resultado será a verdade, e por um motivo muito simples: não pode haver mentira em nada que alguém se propõe a fazer, muito menos no exercício de qualquer cargo público. E, assim, posso afirmar que a FOLHA, mais uma vez, está certa e ancorada pela verdade. Tentaram “esconder o sol com a peneira”, mas não há mentira que fique escondida. O ditado popular é claro: “Mentira tem perna curta”.
E não é que os próprios aliados, de início – marinheiros de primeira viajem, é bom frisar –, foram os que flagraram e registraram a mentira e agora sabem com que tipo de político estão lidando. A atitude do vereador que subscreve as representações contra a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Itaúna, na pessoa do seu presidente, Antônio de Miranda Silva, é lucida e está comprovada. Wenderson Silva assina as duas representações contra o Senhor Antônio de Miranda, sendo uma encaminhada ao Ministério Público, à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, e a outra à Comissão de Ética da Câmara Municipal de Itaúna. Na primeira, a representação é por possível prática de ato de improbidade administrativa, desvio de finalidade, uso indevido da máquina pública e violação a princípios administrativos. Na segunda, questiona-se a possível violação ao decoro parlamentar, desvio de finalidade no exercício da função pública e a utilização indevida da estrutura administrativa.
O que essas representações buscam? Mostrar que, até aqui, além de um mentiroso, o Senhor Antônio de Miranda estava mesmo mancomunado com o colega, vereador Kaio Guimarães, por razões até agora desconhecidas, mas que já se imaginava quando mudou, em janeiro do ano passado, os critérios de qualificação profissional de cargos do quadro da Câmara, com destaque especial para o cargo de Chefe de Comunicação. Isso deixou claro que a mudança foi para contratar o Assessor de Imprensa indicado e aliado de Kaio Guimarães, oriundo da cidade de Betim. A lambança ficou tão descarada que o vereador Kaio Guimarães, anteriormente, precisamente em 2021, havia se posicionado contrário à mesma resolução que propunha mudanças quanto à qualificação profissional de cargos estratégicos, defendendo critérios técnicos. Desta vez, por interesse, mudou de posição.
Outro fato interessante que deve ser registrado aqui é que, no mesmo dia em que foi mudado o critério para contratação para o cargo de Assessor de Imprensa da Câmara, foi criada a página “O Itaunense”, especificamente no dia 10 de janeiro de 2025. Muitas outras ligações estão pontuadas e devidamente redigidas para futuras comprovações da pouca vergonha registrada no Poder Legislativo Itaunense nos últimos 14 meses. Uma vergonha. E, além de pouca vergonha, uma estratégia barata para manter interesses políticos às custas do poder público. O fato é que tudo o que a FOLHA registrou, publicou e opinou agora vem à tona devidamente comprovado. Quero ver como o Senhor Antônio de Miranda, o Tõe do Seu João, vai sair dessa agora.
Quanto ao Excelentíssimo Senhor Kaio Guimarães, os atos comprovados só vêm ratificar também o que a FOLHA publicou sobre a figura pública. Que fique bem frisado: figura pública. Não conheço o cidadão Kaio Guimarães, até porque somos de gerações diferentes. Mas, como homem público, posso e devo dizer que é, até então, e acho que não tem conserto, um zero à esquerda. Posso achar isso, é direito meu como cidadão e principalmente como profissional.
E não adianta fazer B.O. na Polícia Civil ou entrar com processo na Justiça. Vou falar e escrever o que for preciso sobre os homens públicos, eleitos pelo voto direto do cidadão e que devem cumprir o seu papel, a sua função. Não tenho medo de processo, sabe por quê? Se eu estiver errado, assumo o erro; e, se estiver certo, a Justiça não falha. É muito raro. Vou repetir incansavelmente, não tenho rabo preso, não tenho satisfação a dar para ninguém, e, mais que isso, é meu dever “vigiar”, é isso mesmo, “vigiar” os homens públicos em prol de um todo. São nossos representantes nos poderes constituídos e devem obediência às leis, aos regimentos e à Justiça. Não foram eleitos para zombetearem da população, criando, modificando e/ou adequando legislações a bel prazer para tirar proveito. Chega. É preciso dar um basta.
Fiz até aqui o meu papel e continuarei fazendo. Se querem colocar a carapuça, que coloquem, mas não inventem e não mintam, porque amanhã a verdade vem à tona. Fazer denúncia de que estou praticando intolerância religiosa, que estou agredindo vereador, que estou colocando nomes em meus artigos, e que estou chamando vereador disso ou aquilo, é perder tempo, sabe por que, ilustríssimo? Não ultrapassei ou mesmos limites. Por exemplo, eu não chamei ninguém de “pastor do capeta”. Até onde sei e ouvi, e acredito que deve estar registrado em ata, gravado em áudio e vídeo do Poder Legislativo, quem fez isso foi outro vereador, em uma reunião ordinária. Portanto, excelentíssimo, posso repercutir o quanto quiser, pois apenas estou dando vazão a um ato público, acontecido com homens públicos, e em lugar público. Quanto às outras acusações, o que tenho a dizer é: cria tipo, e vai cumprir a sua função, primeiramente com pudor, depois com responsabilidade, e em seguida faça política com P maiúsculo, pois já temos muitos políticos ruins e dar trela para mais um que não vai a lugar algum é continuar errando. Então cresça e apareça, mas de forma consistente, pois, sem uma base sólida, não se constrói nada, não é mesmo, “douto” engenheiro? Cuidado com a carapuça, uma hora a máscara cai...






