E o “FDP” sou eu...
Na semana anterior, após ouvir fala do vereador Lacimar Cesário na Câmara, e depois de conversar com ele e com o ex-prefeito Neider Moreira, achei por bem - e por convicção de que não se pode misturar ações, disputa e posições políticas com família e, principalmente, colocando os filhos como foco - “defender” o cidadão Neider Moreira, pois uma denúncia feita ao Ministério Público pede, segundo as informações, que o prefeito explique de onde vêm os recursos para “bancar” seus filhos em festas, viagens, dentre outros afazeres sociais. Ora, ora... Continuo afirmando: o ato é de uma cafajestagem e é lamentável sob todos os aspectos, pois abre feridas e cria sentimentos que não deveriam permear o meio e, mais que isso, expõe pessoas que não têm nada a ver com as ações políticas de ambos os supostos envolvidos.
E o interessante é que, depois do “caldo entornado”, ninguém assume nada. A ex-vereadora, citada como autora da denúncia, negou o ato e, mais que isso, fez um Boletim de Ocorrência na Polícia (REDS) contra a FOLHA, alegando que “tomou ciência, através do jornal FOLHA DO POVO, que foi protocolizada uma denúncia no Ministério Público contra a família do ex-prefeito Neider, utilizando nome da advogada como denunciante. Salientou que ela não fez nenhum tipo de denúncia desta natureza e que teve sua imagem denegrida na publicação do referido jornal, cujo editor é a pessoa de RENILTON GONÇALVES PACHECO. Em tempo, a advogada informou no REDS que na terça-feira, dia 24/03/2026, na Tribuna da Câmara de vereadores de Itaúna, o vereador Lacimar Cesário deu a mesma notícia, contudo sem citar o nome dela. Todavia afirmou ela no REDS, que ele teria confessado nos bastidores, com a vereadora Márcia, que ela, Otacília, teria denunciado a família do ex-prefeito Neider, o que não seria verídico. A advogada salientou, por fim, que, desde que se habilitou no processo de improbidade administrativa N. 011069-23.2024.8.13.0338, está sofrendo coação por alguns dos réus citados na referida ação. E o REDS terminou com a seguinte frase: Registro para os devidos fins".
Pois muito bem. Vou invocar aqui o sigilo da fonte, porque tenho esse direito. Recebi a informação de mais de uma pessoa e não vou entrar no mérito se é ou não verdade. A consciência dos envolvidos é que deve avaliar isso. O que posso afirmar é que, todos informantes disseram a esse jornalista que a ex-vereadora e servidora pública Otacília Barbosa havia feito a denúncia em tela contra o ex-prefeito Neider, envolvendo os filhos dele. Reafirmo, como tenho direito ao sigilo da fonte, vou usá-lo para manter o que sei. E, o que acho interessante, é que parece muito fácil saber quem foi o autor da denúncia. Reafirmo, calcada de hipocrisia, talvez por atos internos na Prefeitura quando da gestão passada. Mas nem isso justificaria. Como afirmei na edição anterior, o ato é venenoso, descabido e de retorsão, o que mostra rancor e falta de domínio das ações em um “mundo”, onde a habilidade para a convivência mútua em prol de um todo é a base. Só tenho a lamentar.
Quanto ao REDS, o que tenho a dizer é que, em momento algum, o jornal publicou matéria sobre o ocorrido. Na edição passada da FOLHA, assinei minha coluna como sempre faço, onde disse que ouvi o vereador dizer na reunião da Câmara que uma servidora pública aposentada em cargo em comissão de subprocuradora teria (usei teria) feito denúncia contra o ex-prefeito, fazendo dossiê dos seus filhos em festas, praias, viagens etc. E afirmei, e afirmo, que achei isso mesquinho, um ato de retorsão, baixaria, ato hipócrita, e cafajestagem. E caberiam outros adjetivos... Não retiro nada. Mas posso garantir que, em momento algum, a imagem da servidora pública em cargo de confiança foi denegrida nesta coluna, pois apenas emiti minha opinião. Um direito meu como jornalista, articulista e como cidadão acima de tudo.
Quanto ao fato que a servidora pública alega, em relação ao processo que investiga improbidade administrativa proposto pelo MP e que tem o nome de “Carona Sinistra”, e que estou entre os investigados, acho que, como “caroneiro”. Tenho a consciência tranquila de que não fiz nada de errado, e mais, tenho a absoluta certeza de que não estou coagindo ninguém, como nunca coagi. Então o que espero é que os fatos se esclareçam e o “imbróglio” que não é meu, tenha um ponto final. Quanto às minhas opiniões manifestadas no último editorial, não retiro nenhuma. Tenho o direito de tê-las.
E, para finalizar, repito o recado: É preciso saber tolerar em prol de um todo. Politicamente, os últimos atos saídos da Procuradoria Municipal podem ser estopim para uma “guerra política”, que pode colocar muita coisa a perder. Haja vista o excelentíssimo Senhor Prefeito ser um negociador por natureza e uma pessoa bem-intencionada e que, por uma questão de postura, pode estar entrando, ou já entrou, numa zona de perigo e pode começar a vivenciar o seu “inferno astral”. Diríamos então! Ainda dá tempo.





