Coluna Chique - Por Mário Debique

Maravilhosa Fabiana Dornas, dona do mais lindo coração da nossa sociedade

Inigualáveis, Manoel da Zinha e a chiquérrima Rosilane, brindaram este colunista com dias incríveis em Búzios

O secretário de Cultura, Marcinho, e nosso amigo Wesley Pereira, amizade que atravessa a eternidade
CHEGAMOS DO RIO - Aqui está a coluna da semana, destilada com o mais fino veneno e envolta em cetim. Preparem o Rivotril ou a taça de Cristal. Voltamos do nosso merecido descanso em Búzios.
BACKHAND DE GRIFE NO TROPICAL - A 8ª Copa J Mendes de Tênis foi, de fato, um deslumbre. Raquetes de preços obscenos, uniformes branquíssimos e um nível de jogo que quase nos faz esquecer que o esforço físico desmancha o babyliss. Entre um ace e um brinde, o saibro do Tropical serviu de palco para o que Itaúna tem de melhor: o esporte como desculpa para desfilar o último grito da moda sport-chic. Um espetáculo, queridinhos. Não pude comparecer mesmo recebendo convite requintado, mas registro aqui na coluna que foi um mega show de talentos.
A SÍNDROME DO “COPIAR E COLAR” - Impressionante a falta de autenticidade que assola certas rodas da nossa terrinha. É o efeito “boi boiada”: se um resolve usar um tom de bege, a cidade inteira vira um deserto de ideias. Itaúna carece de mentes disruptivas; por aqui, a originalidade passou longe e pediu Uber. Ter personalidade custa caro e, pelo visto, nem todo mundo está disposto a pagar o preço de não ser apenas um eco alheio. Tem gente cafona e nem desconfia.
FILANTROPIA OU CLAUDIA RAIA? - Valorizo as ONGs, juro que valorizo. Mas há uma linha tênue e já bem gasta entre o altruísmo e o desejo desenfreado por um flash. Tem entidade que parece mais preocupada com o engajamento do Instagram e o ângulo da foto do que com a causa em si. Onde termina a caridade e começa o marketing pessoal? No fundo, a caridade silenciosa é um luxo que poucos sabem ostentar. Tô de olho.
A PRECOCE DANÇA DAS CADEIRAS - Os bastidores da sucessão municipal já estão fervendo, e eu pergunto: não está cedo demais para tanto suor? Mal guardamos os enfeites da última festa e os aspirantes ao trono já desfilam sorrisos ensaiados e apertos de mão suarentos. Calma, senhores e senhoras, tá precoce. A ansiedade é a inimiga da elegância, e o desespero pelo poder costuma deixar um rastro de deselegância difícil de limpar depois. Sosseguem o facho, o prefeito Mitre só tá começando os trabalhos.
A NOBRE ARTE DO SABOR - Se tem algo que funciona nesta cidade, é a Cultura de Buteco, especialmente com Washington Damião na regência. É o único momento em que a alta sociedade e o povo raiz se fundem em um abraço regado a torresmo. Washington sabe que o segredo do sucesso não está na sofisticação, mas na autenticidade de um balcão bem gerido. Um brinde a quem faz o simples ser indispensável. Parabéns ao projeto que sempre é sucesso.
O PARQUE DE EXPOSIÇÕES É MIRAGEM? - Cadê a festança de maio, junho e setembro? O nosso Parque de Exposições virou uma espécie de lenda urbana, algo que os mais velhos contam aos netos. Enquanto as datas passam em branco, o mato cresce e a saudade de um evento de porte só aumenta. Uma cidade que se diz próspera não pode viver apenas de lembranças e silêncio onde deveria haver o som do berrante. Alô, Sindicato, alô, Prefeitura.
DIPLOMA NO BOLSO, VOTO NO LIXO - A moda agora é ser vereador com profissão reluzente, mas compromisso político opaco. Usam o título acadêmico como brasão, mas esquecem que a função exige suar a camisa no Legislativo e não apenas bater ponto com desdém. Ter um “Dr.” antes do nome não garante caráter, muito menos dedicação ao eleitor que, coitado, ainda acredita em promessas de campanha feitas entre um café e outro. Valei-me santa legislatura de pé de chinelo.
O JIRICO DA DISCÓRDIA - Não comungo, não aceito e acho de uma cafonice atroz essa ideia de emprestar jerico, trator ou roçadeira como se fossem mimos de cortesia. Esse favoritismo local, esse “jeitinho” de usar o maquinário público para agradar aliados, cheira a coronelismo de 1920. Máquina pública é para o bem comum, não para pavimentar o quintal de quem grita mais alto ou vota “certo”. Eu tenho espasmos de tanta raiva de certos alguns na cidade.
DEPUTADO COM ENDEREÇO POSTAL - Se for para apoiar candidato a deputado, que seja para quem realmente tem o CEP daqui e faz pela cidade. Chega de “paraquedistas” que aparecem de quatro em quatro anos, prometem fundos e mundos com sotaque da capital e desaparecem assim que as urnas fecham. Queremos resultados, não visitas guiadas e fotos com filtro de “trabalhador”. Eu queria citar nomes, mas não quero atarefar o meu escritório de advocacia, não é mesmo, Dr. Jason Vidal?
CARIDADE QUE APRISIONA - A situação dos moradores de rua em Itaúna virou um ciclo vicioso de falsa bondade. Ganham comida, água e, pasmem, até restos de bebidas alcoólicas. Com esse “suporte”, por que sairiam da rua ou buscariam novos horizontes? O assistencialismo barato, que limpa a consciência de quem dá, mas não resolve a vida de quem recebe, só eterniza a tragédia humana nas nossas calçadas. Cadê a Gláucia ou um assistente social de peso?
REFÚGIO DOS DEUSES EM BÚZIOS - Para desintoxicar, nada como dias de brisa e puro luxo no loft do casal Manoel da Zinha e Rosilane, em Búzios. Eles são o suprassumo da fidalguia e sabem receber como poucos. Entre o mar azul e um espumante na temperatura exata, a gente lembra que a vida pode ser bela, desde que se tenha o bom gosto e a companhia certa. Um privilégio para poucos, mas um deleite para os olhos. Afinal, euzinha sou um luxo de colunista, oxolá o mais chic da região.
O VENENO É O MEU PERFUME - Finalizamos por aqui, mantendo o nível de acidez que vocês tanto amam (e temem). Seguimos opinativos, sem medo de ferir egos inflados ou desmascarar falsas modéstias. Afinal, a verdade, quando dita com elegância, dói muito mais. Se doeu, é porque o figurino serviu. E eu estou me lixando para o que você que não gostou acha ou deixou de achar. Sigo altivo, rumo ao mestrado.
CONTATO E LAZER - A coluna atende pelo Instagram @mariodebique ou WhatsApp (37) 99904-0166. Divirtam-se neste fim de semana, mas sem grandes distrações. O máximo de aventura permitido é um barzinho bem frequentado, onde a fofoca seja de qualidade e a cerveja esteja estupidamente gelada. Au revoir. Fui ... no bom português.





