HOSPITAL - Acordo elimina risco de greve

Negociação com médicos e apoio da Prefeitura facilitaram a chegada a um ponto de concordância entre as partes

HOSPITAL - Acordo elimina risco de greve
Foto: Arquivo

Nesta semana, mais precisamente na quarta-feira, 22, o anunciado risco de greve de médicos que atuam no Pronto-Socorro do Hospital Manoel Gonçalves, de Itaúna, foi eliminado. Para se chegar a um ponto final na questão foi necessária a negociação com os credores e a interferência de personagens externos, além de apoio do secretário de Saúde, Alan Rodrigo. Conforme a reportagem apurou, toda a situação foi explicada aos médicos e ficou acertado o acordo que põe fim ao problema.

Conforme informações obtidas pela FOLHA, o problema teve início com a vigência do novo contrato assinado com a Prefeitura, para a manutenção do PS. Conforme este novo modelo de contrato, deve ser efetuado o pagamento do mês trabalhado imediatamente anterior. Assim, o repasse feito em abril deve quitar, primeiro, os valores referentes a março. Somente após esse pagamento e a apresentação de uma planilha com esses documentos, à Prefeitura, é que “a sobra” do repasse é liberada para outros pagamentos.

Assim foi feito e, como no sistema anterior, o pagamento era feito com um espaço de 60 dias, os valores referentes ao mês de fevereiro ficaram em atraso. Neste mês, porém, foram encerrados contratos de vários médicos que passaram a fazer “residência médica” e, assim, não continuariam a atuar no Hospital local. Foi feito um acordo com eles, porém, os médicos que continuam trabalhando, ficaram com o mês de fevereiro em atraso e isso causou o problema maior.

Em contato com o secretário de Saúde, Alan Rodrigo, e explicada a situação, ele liberou que fosse feito o pagamento, utilizando os recursos em caixa no Hospital, mesmo antes da apresentação da planilha para todo o trâmite legal, conforme exposto no atual contrato. Desta forma, foram feitos os pagamentos e, aqueles valores maiores, negociado o pagamento em parcelas, até que se conclua o pagamento de todo o atrasado. Com a medida, foi negociado com os médicos e a situação resolvida.

Conforme apurou a reportagem com o administrador do Hospital, Ronaldo Oliveira, a partir deste novo contrato, os profissionais médicos serão beneficiados, pois se antes os valores eram pagos com prazos médios de 60 dias, a partir de agora serão pagos imediatamente após o vencimento do mês. Desta forma, o mês trabalhado de abril será pago em maio, e assim por diante. Esta defasagem criada com o atraso do mês de fevereiro, como explicou o provedor, na semana passada, será eliminada em dois a três meses, com o Hospital quitando as parcelas restantes, que foram negociadas com os médicos.