Nova vacina pneumo 20 começa a ser aplicada pelo SUS

Imunizante amplia proteção contra pneumonia, meningite e outras doenças graves, beneficiando principalmente crianças menores de cinco anos

Nova vacina  pneumo 20 começa a ser  aplicada pelo SUS
Foto: Rafael Nascimento/MS

O Ministério da Saúde iniciou, no último dia 20 de junho, a aplicação da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), conhecida como pneumo 20, para crianças menores de cinco anos em todo o país. A nova vacina passa a integrar o calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e substitui a antiga vacina pneumocócica 10-valente (VPC10).

A expectativa do governo federal é imunizar cerca de 2 milhões de crianças. Para isso, mais de 8 milhões de doses foram adquiridas e distribuídas aos estados e municípios.

A principal novidade é a ampliação da proteção contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças graves como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otite média. Enquanto a vacina anterior protegia contra dez sorotipos da bactéria, a nova versão oferece cobertura contra 20 variantes, incluindo algumas das mais associadas a casos graves da doença.

Neste primeiro momento, a vacinação será destinada às crianças, conforme o histórico vacinal e as doses já recebidas da vacina anterior. Além disso, a pneumo 20 também estará disponível pelo SUS para idosos acamados e pessoas idosas com doenças pulmonares crônicas.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da cobertura vacinal representa um avanço importante na prevenção de doenças pneumocócicas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a doença pneumocócica está entre as principais causas de mortalidade infantil por enfermidades preveníveis por vacinação. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados cerca de 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes relacionadas à doença. Entre crianças menores de cinco anos, houve 616 casos e 188 óbitos no mesmo período.

A orientação é que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para verificar a situação vacinal das crianças e garantir a proteção contra doenças que podem causar sequelas graves e até levar à morte.