CONTRA A POLIOMIELITE - SUS retoma segunda dose de reforço

CONTRA A POLIOMIELITE - SUS retoma segunda dose de reforço
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) voltará a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças menores de cinco anos. A mudança entra em vigor em agosto e faz parte de uma atualização do calendário nacional de vacinação.

Com a nova orientação, as crianças receberão três doses da vacina inativada injetável aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos. Todas as aplicações serão feitas com a vacina injetável, que utiliza vírus inativado.

Até 2024, o esquema vacinal incluía duas doses de reforço administradas por meio da tradicional vacina oral, conhecida como “gotinha”. Posteriormente, o Ministério da Saúde passou a utilizar apenas a vacina injetável e retirou a segunda dose de reforço. Agora, o reforço aos 4 anos volta a integrar o calendário vacinal.

Segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), a medida foi adotada após recomendação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações. O objetivo é garantir níveis elevados de proteção contra a doença durante toda a infância.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, destaca que a proteção conferida pela vacina diminui com o passar do tempo, tornando os reforços importantes para manter a imunidade. Ela também alerta que, embora o Brasil esteja livre da poliomielite desde 1989, surtos registrados em alguns países mantêm o risco de reintrodução do vírus.

O Brasil recebeu, em 1994, o certificado internacional de eliminação da circulação do poliovírus. Apesar disso, autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a única forma eficaz de evitar o retorno da enfermidade.

Conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença viral que pode provocar sequelas permanentes, paralisia e até mesmo a morte em casos graves. Embora muitas infecções apresentem sintomas leves, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e causar complicações severas.