NÍVEL DE SEGURANÇA - Rodovias mineiras são as piores do Sudeste
Estudos divulgados pela CNT mostram que estradas de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo são melhores que as de Minas Gerais
Na foto, trecho da rodovia em que existem dois “trevos”: o de Santanense e o da Fazendinha - acesso ao Distrito Industrial. No sentido Divinópolis-Itaúna, a terceira pista acaba em uma subida em curva, a poucos metros do acesso a Santanense, e deixa desavisados de frente com os veículos que seguem em sentido contrário
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, neste mês, o Painel Rodovias que Perdoam, apontando que as estradas de Minas Gerais são as mais perigosas do Sudeste, e não é culpa exclusiva de maus motoristas. O estudo aponta que, em Minas Gerais, quase um terço das estradas apresenta baixíssimo nível de proteção aos motoristas, o que, como informa o estudo, é a “condição que aumenta o risco de mortes e ferimentos graves em caso de acidentes”.
Enquanto, em Minas Gerais, 30,9% dos trechos apresentam baixo nível de segurança, em São Paulo este índice é de 4,7% dos trechos. Mas a comparação com os outros dois estados da região não “alivia a barra” para os mineiros: o Rio de Janeiro tem índice de 6,3% dos trechos com baixo nível de segurança; e o Espírito Santo, 13,3%. Portanto, comparadas com a melhor situação, que é a do Espírito Santo, as estradas de Minas Gerais são cerca de três vezes mais perigosas.
Os índices que apontam nível médio de segurança são os seguintes, para Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, respectivamente: 46,7%, 27,7%, 41,4% e 62,9%. Dos trechos de rodovias com alto nível de segurança, Minas se equipara com o Espírito Santo, apresentando 22,4% dos trechos e 23,8%, respectivamente. Mas a distância é enorme quando se compara com os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Os paulistas têm 67,6% dos trechos considerados de alto nível de segurança, e os cariocas, 52,2%.
Principais problemas das rodovias mineiras
Conforme o levantamento, alguns itens se destacam quando as estradas mineiras são analisadas: 65,4% dos trechos das rodovias do estado apresentam algum problema relacionado com pavimento, sinalização ou geometria. Quase metade dos trechos, ou seja, 46,4% têm a geometria considerada ruim ou péssima. (Geometria é o estudo feito para definir o posicionamento físico da estrada no espaço, buscando garantir segurança e fluidez, por exemplo, para o tráfego). Mais da metade (55,1%) dos trechos não têm acostamento. Mais de um quarto dos trechos em curvas perigosas não têm sinalização adequada. E, ainda, quase a totalidade é de pistas simples no trecho de Itaúna, como ocorre com grande parte da MG-050 ou a totalidade da MG-431, é de pistas simples. Esse índice é de 87,9% das rodovias. Para se certificar dessa situação, basta percorrer trechos das duas rodovias que cortam o município de Itaúna, as rodovias MG-431 e MG-050.



