Problemas sem respostas. Por quê?
A cidade está vivenciando, nos últimos dias, novos ataques de vandalismo, que já são marcas negativas de um problema que vem sendo pauta de discussão em vários setores da sociedade itaunense, e faz tempo. E esses problemas já estão se tornando “comuns” para a sociedade num todo, que já reage de forma indiferente, mas com muita indignação, pois ela sabe que tem solução, e assiste aos setores públicos passivos diante de uma realidade que chega a causar pânico a todos que precisam andar pelas calçadas e necessitam pagar contas nas lotéricas e/ou em lojas. Nas portas dos comércios e até dentro deles, já é comum encontrar um pedinte que quer dinheiro para comer, para comprar drogas ou para beber cachaça em praça pública, onde faz suas necessidades fisiológicas sem nenhum constrangimento, mas causando perplexidade ao cidadão que paga impostos e que quer viver de forma digna e com a tranquilidade de que não vai ser praticamente usurpado à força para ficar livre ou evitar o pior, e que já cobra o mínimo: quero ter paz nas ruas, na porta da minha casa e poder sentar em uma pracinha para descansar.
E, por trás dessa situação, que já é caótica, vem o pior, os roubos, os pequenos furtos e a sensação de insegurança também dentro de casa. Aí, chega-se ao absurdo. E, para piorar ainda mais a situação, começam os furtos de bens públicos, que são essenciais para o funcionamento de sistemas que são importantes para as pessoas, e até mesmo para a vida de muitos, como os furtos de cabos de cobre e fiação elétrica, como os que ocorreram no Hospital “Manoel Gonçalves” por duas ou três vezes e em muitos prédios comerciais e/ou residenciais na cidade, e que mexeram com o dia a dia de muita gente. Agora, vem o furto de cabos do sistema da recém-reformada fonte luminosa, na Praça da Matriz. É muita ousadia. Ou será que não? Ao que parece, os meliantes já não se preocupam em ser pegos e/ou importunados, sentem-se seguros, pois nunca estão vigiados.
Na questão da última quarta-feira, quando ocorreu o roubo dos cabos da fonte luminosa, fico a perguntar: como assim? E tenho motivos para tal. Resido no entorno da Praça Dr. Augusto, ouvi barulhos de pancadas na madrugada, mas suspeitei que estivessem “batendo com pedaço de ferro” em um carrinho/chopeira que estava estacionado próximo à tenda que abrigou o Carnaval. Mas, na verdade, era o meliante dando marretadas para abrir a tampa da caixa que abrigava o cabeamento elétrico da fonte. Aí, pergunto: se eu ouvi barulhos, por que a polícia não ouviu? A delegacia da Polícia Civil fica na Praça, no Edifício Benfica, a menos de 200 metros do ocorrido. Onde estava o plantonista? Dormindo? Onde estavam os policiais da Polícia Militar, que, a todo momento, chegam nas viaturas até a sede da PC para fazer BOs e/ou trazer delinquentes? Sinceramente.
E volto a dizer e cobrar: onde estão os policiais que fazem plantão nos postos de combustíveis? Deveriam estar na Praça, ou num Posto Policial que também deveria estar funcionando no local. Essa é a minha opinião. E não abro mão dela. Já chega, essa é a verdade. O povo que não tem voz isoladamente, já deveria ter ido para as ruas protestar contra este sistema de segurança falido que não sai do quartel. Essa é minha opinião e não abro mão dela. Até quando vamos todos ter que tolerar esta situação de total desprezo das autoridades policiais e judiciais? É hora de um basta e para isso é preciso cobrar. Se não houver solução, que a mobilização seja a saída.
São absurdos esses roubos sequenciais de cabo de cobre sem que ninguém faça nada e fiquem de braços cruzados, mesmo sabendo onde estão os receptadores. A polícia sabe onde os receptadores ou compradores estão. Até eu sei. E sabe por que eu sei? Porque já vieram até o jornal denunciar, com fotos, endereços e nomes dos compradores da mercadoria. Encaminhei o denunciante para a polícia, ele fez a denúncia e nem assim deram atenção. Não buscaram solução para parar os roubos, furtos ou chamem do que quiserem.
Outra situação que precisa ser imediatamente resolvida é a ação dos policiais militares, que deveria ser de constante policiamento em toda a cidade, com destaque para as áreas mais centrais, onde estão concentrados os patrimônios públicos. Não há um policiamento ostensivo constante. No fim de ano, estava uma beleza, tinha policial sobrando pelas ruas e avenidas. E agora? Voltaram para os quarteis? Estão fazendo serviços burocráticos de estatísticas?
E mais. Onde está a tão falada, anunciada e tão preparada Guarda Municipal, que não sai do papel nunca? Com ela, pelo menos, teríamos mais gente nas ruas cuidando do patrimônio público e ajudando as polícias com informações e sustentação local. É hora do povo se mobilizar e não só cobrar, mas exigir a ação dos poderes constituídos. Chega de embromação.
Outra coisa. As entidades beneficentes e de assistência social, que distribuem marmitas e cobertores para manter marmanjo nas ruas, deveriam é ajudar a realocar os cidadãos que aqui chegam sem parar, porque sabem que aqui terão acolhimento, serão subsidiados com recursos por empresários e alimentados pelo poder público, que deveria é estar protegendo o cidadão de bem. É fato que nem todos estão nas ruas porque querem, isso é uma certeza. Mas, por outro lado, sabemos também que a maioria está porque quer, sim. Ou porque está fugindo de alguma coisa, inclusive da polícia ou da Justiça. Mas aqui, na cidade acolhedora e protetora, todos têm o que precisam. Inclusive, a falta de policiamento ostensivo 24 horas e de ação de fato dos poderes constituídos. Chega.





