AUDIÊNCIA PÚBLICA - Câmara convida para debater o transporte individual

AUDIÊNCIA PÚBLICA - Câmara convida para debater  o transporte individual
Foto: Divulgação/CMI

Mais uma vez, a questão da crise financeira por que passa o Hospital “Manoel Gonçalves” volta ao centro do debate, o que ocorreu após a reunião do Conselho Comunitário, no meio da semana, que autorizou a tomada de mais um empréstimo para quitar dívidas da entidade. Como a questão da relação da Prefeitura com a direção do Hospital foi tema da reunião, a reportagem da FOLHA entrou em contato com o prefeito Gustavo Mitre, para saber qual é o posicionamento da Prefeitura na questão.

O prefeito explicou que, em relação à alegada dívida do período da administração de Neider Moreira, ele entende a situação, mas disse que não existe uma dívida da Prefeitura para com o Hospital oficialmente. Afirmou que a questão vem sendo tratada entre as partes e uma solução para ajudar a entidade tem sido buscada a todo instante. Porém lembrou que não é possível assumir uma dívida sem que ela exista oficialmente, já que não foi apresentada, ainda, uma comprovação de que há o débito da Prefeitura, mas apenas a alegação de uma “quebra de promessa” por parte do ex-prefeito. 

Por mais de uma vez, Gustavo Mitre apontou todas as ações que sua administração tem encaminhado para ajudar a solucionar a questão dos débitos existentes no balanço financeiro da Casa de Caridade, e um deles é o contrato recém-assinado entre a entidade e a Prefeitura. Gustavo Mitre lembrou que o custo apresentado do pronto-socorro é de cerca de R$ 1,7 milhão e que a Prefeitura faz repasses mensais de R$ 2,3 milhões, portanto, de R$ 650 mil em média a mais do que seria o necessário para a manutenção do pronto-socorro.

Concluindo, o prefeito afirmou à reportagem que está, e sempre esteve, à disposição para tentar uma solução para as questões financeiras do Hospital. Insistiu que o diálogo será sempre o melhor caminho e que está à disposição e “de portas abertas e com tapete vermelho” para receber a direção do Hospital e os conselheiros, “para, juntos, encontrarmos o melhor caminho para a solução deste problema”.