Minas lança plano para combater incêndios florestais até 2031

Documento estabelece ações integradas de prevenção, monitoramento e resposta em todo o território mineiro

Minas lança plano para combater incêndios florestais até 2031
Gil Leonardi / Imprensa MG

O Governo de Minas Gerais lançou o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais (2026–2031), instrumento estratégico que passa a orientar as ações de prevenção, preparação e resposta aos incêndios em vegetação em todo o território mineiro pelos próximos cinco anos. Como uma das etapas operacionais da iniciativa, também foi lançado o Programa Minas Contra o Fogo.

Segundo o governo estadual, o plano contará com investimento de R$ 440 milhões, destinados a recursos humanos, equipamentos, capacitação e tecnologias de monitoramento. Os recursos serão aplicados na contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, fortalecimento da infraestrutura de comunicação, manutenção da Força-Tarefa Previncêndio, aquisição de equipamentos e tecnologias especializadas, além da ampliação das estruturas de monitoramento e coordenação operacional.

Elaborado de forma integrada por órgãos públicos, instituições ambientais, Forças de Segurança, universidades, setor produtivo e sociedade civil, o plano estabelece diretrizes para a atuação conjunta do Estado diante dos desafios ambientais agravados pelas mudanças climáticas.

“O Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais visa reduzir a ocorrência de incêndios e a extensão das áreas queimadas. Nosso objetivo é tornar o combate mais rápido e eficiente, evitando que os focos se alastrem”, afirmou a comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), coronel Jordana Daldegan.

A expectativa é que a iniciativa contribua para a redução progressiva das áreas atingidas pelo fogo, o fortalecimento da proteção das Unidades de Conservação (UCs), a ampliação da capacidade de monitoramento e resposta e o aumento da resiliência dos territórios mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Entre as principais ações previstas pelo CBMMG está a instalação de oito Bases Operacionais Avançadas em unidades de conservação consideradas estratégicas, incluindo uma nova estrutura na Serra do Papagaio.

A elaboração do plano ocorre em um cenário de crescente preocupação com os impactos das mudanças climáticas. Fenômenos como o El Niño podem intensificar períodos de seca, ondas de calor e outras condições favoráveis à propagação do fogo em diversas regiões. Nos últimos anos, Minas Gerais tem enfrentado estiagens mais prolongadas, temperaturas elevadas e eventos climáticos extremos que aumentam significativamente a frequência e a severidade dos incêndios florestais.