MORADORES DE RUA: “DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?”

Problema é amplo, antigo, mas precisa de solução, e não de desculpas...

MORADORES DE RUA:  “DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?”
Foto: Arquivo/FOLHA

Nesta semana, a questão do grande número de pessoas em situação de rua perambulando pelas vias itaunenses, ocupando portas de comércios, bancos de praças, a fonte luminosa, voltou à “ordem do dia”. Uma mulher transitou pela Praça da Matriz totalmente sem roupas há poucos dias. E, na quinta-feira, 14, ela agrediu um cidadão, causando-lhe ferimento. O fato chegou até o setor de assistência social da Prefeitura, quando, ao ser questionado sobre uma solução para o problema, um servidor disse à reportagem que não pode “fazer nada”. Deu outras desculpas, disse que “o CAPS não deixa”, e acabou perguntando ao repórter: “De quem é a responsabilidade?”. A reportagem relata a questão e faz um levantamento do que existe em termos de legislação, inclusive, apontando algumas ações que poderiam ser adotadas, apesar de que essas ações deveriam surgir de estudo, pesquisa, trabalho, de quem recebe para tanto. A realidade é que o problema existe e insiste em continuar desafiando a sociedade itaunense, que espera uma solução por parte das autoridades. E, enquanto isso, o direito de ir e vir se torna oportunidade para desfiles sem roupa, abusos das mais variadas espécies e a alegação de servidores de que “não posso fazer nada”.