Noites de inquietude: motoristas e transeuntes reclamam de abordagens na Jove Soares, mesma situação acontece em frente ao Sesi com abordagens constantes
O que deveria muitas vezes ser momento de lazer para alguns e necessidade de tráfego para outros para acessar bairros da cidade, tem se tornado motivo de apreensão para todos que vivem ou circulam próximo ao entroncamento da Rua Aurélio Campos com Avenida Jove Soares, a nossa conhecida “prainha”.
O número de abordagens sempre de forma abusiva, feitas pelos moradores de rua que chegam nas janelas dos veículos, insistindo pela doação de dinheiro, na maioria das vezes, para comprar drogas e que se estendem pelo dia todo e também pela madrugada, está gerando desconforto e levando a população a cobrar uma postura mais efetiva do poder público. Outro local de grande reclamação é no semáforo localizado próximo ao Sesi, no entroncamento da Avenida São João, em frente ao Teatro Vânia Campos, onde a cena se repete, com os pedintes abordando de forma insistente os motoristas pedindo esmolas.
A avenida mais movimentada da cidade, tem sua rotina sendo mudada nos últimos tempos. Se antes o fluxo de pessoas se concentrava nos bares e restaurantes, agora o cenário inclui pedidos frequentes de ajuda, muitas das vezes feitos de forma insistente nas portas dos bares, até mesmo dentro deles e principalmente próximo aos semáforos, caso do semáforo próximo ao campo José Flávio de Carvalho.
Moradores de edifícios da região relatam que o barulho durante a noite e as abordagens nas portas das garagens se tornaram recorrentes.
Frequentadores afirmam que é difícil caminhar um quarteirão sem ser interpelado diversas vezes, o que, segundo eles, tem afastado o público familiar em determinados horários.
O problema, de acordo com relatos, se intensifica após o fechamento dos estabelecimentos comerciais, quando o fluxo de pedestres diminui, mas o tráfego de veículos permanece o mesmo e a presença das pessoas em vulnerabilidade e de drogados continua.
"A gente entende a questão social, mas a abordagem passou do limite do pedido de ajuda. À noite, muitas vezes a insistência intimida quem está sozinho”, afirmou um morador que preferiu não se identificar. Ele encaminhou à redação da FOLHA um vídeo relatando a situação.
A comunidade local pede que a Prefeitura de Itaúna, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, amplie as ações de acolhimento e desenvolva políticas públicas que não apenas retirem as pessoas da rua temporariamente, mas que ofereçam reintegração social.
Entre as críticas apontadas está a percepção de que as ações atuais seriam insuficientes diante do crescimento da população em situação de rua no município.





