HOSPITAL - Direção explica falta de medicamentos
Pacientes oncológicos reclamaram falta de medicação quimioterápica
Durante a semana, a FOLHA recebeu reclamações de pacientes do setor de oncologia do Hospital “Manoel Gonçalves”, apontando falta de medicamentos há alguns dias. Conforme as reclamações, pessoas estavam sem receber medicação quimioterápica há cerca de uma semana, devido à ausência dos medicamentos no Hospital. Conforme os relatos, tanto pacientes quanto seus familiares estavam preocupados com a situação, visto que a interrupção da medicação poderia causar transtornos sérios para as pessoas em tratamento.
Em contato com a direção do Hospital, na manhã de ontem, sexta-feira, dia 20, a reportagem confirmou que realmente existiu o desabastecimento, mas, em contrapartida, foi informada de que a situação já estava sob controle e totalmente normalizada. Conforme o provedor do Hospital, Antônio Guerra, disse à FOLHA, o aumento no número de pacientes foi o principal motivo para a falta dos medicamentos. Ele explicou que o Hospital tem um planejamento de receber um número específico de pacientes do setor oncológico e que, recentemente, esse número tem aumentado consideravelmente, o que gerou o desabastecimento.
Sobre os motivos do aumento do número de pacientes em tratamento de câncer, Guerra explicou que, devido ao acolhimento que os pacientes recebem em Itaúna, várias cidades da região têm direcionado seus doentes para a unidade local. Informou ainda que o hospital de Itaúna atende a uma população de cerca de 600 mil pessoas para tratamento oncológico, citando cidades da região de Pará de Minas, assim como Itatiaiuçu, Itaúna, Itaguara, dentre outras da regional. Dos quatro maiores municípios da região, três são atendidos em Itaúna, quando se trata de oncologia: Itaúna, Nova Serrana e Pará de Minas.
“Nós temos um repasse de R$ 330 mil mensais para tratamento oncológico e, com o aumento do número de pacientes, chegamos a uma despesa de R$ 550 mil, ou mais. Não podemos negar atendimento e isso ocasiona dificuldades, por exemplo, na manutenção do estoque de medicamentos”, explicou. Guerra disse que já está sendo feito trabalho junto a lideranças regionais e junto ao Ministério da Saúde para aumentar o repasse a Itaúna para custeio de tratamento de câncer.
Atualmente, conforme disse o provedor, são cadastrados para atendimento em Itaúna cerca de 500 pacientes oncológicos. Porém explicou que, mensalmente, o número de atendimentos vem aumentando, o que gera esse tipo de situação. Reafirmou, ainda, que o estoque já foi regularizado e que, inclusive, já está sendo contratado mais um médico especialista para atendimento na oncologia, pois a equipe atual não está comportando o aumento da demanda.





