Análises aleatórias II

Análises aleatórias II

Não vou escrever sobre a sangrenta guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã, porque tenho tendência a achar que o Donald Trump – que é um louco inteligente, o que não é surpresa, pois a maioria dos inteligentes e vice-versa são mesmo loucos –, está certo desta vez, assim como os israelitas, com as reservas das consequências sanguinárias de qualquer guerra. Falei.

Também não vou falar sobre o escândalo do Banco Master, que tinha um “bandido” que andava com ternos de luxo, carrões importados e viajava o mundo em jatos particulares, chamado Daniel Volcaro, que montou um esquema para fraudar o sistema financeiro, que, em minha opinião, envolve toda a República, sem nenhuma exceção: vai do Judiciário ao Legislativo e cai como uma bomba no Executivo. Mas isso é Brasil!!! E nunca é tarde para repetir a letra do Cazuza: “Brasil! Mostra a sua cara...”.

Mas vamos voltar para a terrinha tupiniquim, onde basta uma movimentaçãozinha que mexa com os interesses da caserna e a coisa começa a sopitar com posicionamentos, os mais controversos e até mesmo abruptos e engraçados. Me divirto, alegro, decepciono... Sério. E é porque o assunto é sério. 

Passadas as festanças, que só terminam com o Carnaval, aí todo mundo volta à realidade e começa a trabalhar, cuidar dos interesses pessoais e a olhar pra frente esperando o próximo feriado, a próxima festa, e aí o ano acabou. É como diz um amigo: “Hoje é quinta de novo...”. Entendeu?

Assim, vamos relembrar o editorial da semana passada quando aleatoriamente fiz uma análise de situação eleitoral no Brasil, seus estados e na terrinha barranqueira, como gostava de dizer meu grande amigo, um dos maiores itaunenses de todos os tempos, Dr. Guaracy de Castro Nogueira, um sonhador barranqueiro de verdade. Mas vamos lá. Além das análises em relação ao sistema eleitoral, com leis “feitas” para beneficiar grupos que se perpetuam no poder pelo poder, fiz algumas divagações em relação às eleições proporcionais do outubro vindouro, em que abordei a situação do município nas esferas estadual e federal, alertando para a necessidade de termos representação de fato na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, para que não tenhamos de continuar literalmente de “penico nas mãos” mendigando emendas para parlamentares de outras cidades e regiões. No nosso sistema, o deputado distribui recursos para uma região muito extensa, o que podemos chamar de seu “curral eleitoral”, e isso não resolve os problemas de ninguém, ou seja, todos os municípios continuam a conviver com problemas nos setores da saúde, infraestrutura urbana, entre muitos outros.

E afirmei que a lei eleitoral precisa passar por reforma estrutural, para que isso possibilite um rodízio mais amplo do poder, com alternâncias de pensamento e visão de políticas públicas. E fiz todas as colocações para alertar o eleitor itaunense de que não temos deputados federal e estadual e chegou a hora. Temos nomes colocados previamente, mas são ainda candidaturas embrionárias, que podem ou não se consolidar junto aos partidos e grupos políticos (lá vem os tais grupos), para que nossa cidade tenha de fato representação. Temos bons nomes colocados, cito o de Gláucia Santiago, hoje suplente na Câmara Federal, e que deve vir mais uma vez para a disputa de uma vaga para federal, assim como o nome do ex-prefeito Neider Moreira, que já foi deputado estadual por mais de um mandato, conhece bem os tramites legislativos e pode representar bem a cidade. Tenho diferenças políticas com ele, mas não posso ser desonesto e dizer que não representaria bem a cidade, se preocupando com ela. 

Na esfera estadual, seria importantíssimo ter um representante que conhecesse bem a cidade e seus problemas, pois fica mais fácil a resolutividade e a busca por recursos. Nosso atual prefeito, que fez um excelente mandato para Itaúna na Assembleia Legislativa, sabe muito bem disso. É preciso presença, vivência dos problemas e gostar do que faz e do torrão para querer “brigar” por ele. E, assim, meu nome está sendo colocado pelo MDB, numa sondagem inicial e despretensiosa de minha parte. Porém bastou o assunto vir a público na semana passada, neste mesmo espaço editorial, para que as opiniões diversificadas começassem. O que é muito bom, no aspecto de que mexeu com as opiniões dos formadores de opinião, principal público desta nossa FOLHA.

Chamou minha atenção um episódio que considerei engraçado, e que já me propiciou boas gargalhadas... Veja bem, debilitado esta semana por causa de procedimentos cirúrgicos, mas precisando de aparar as madeixas, digo, pontas, melhor, o restinho de cabelo que me resta, assentei na cadeira do meu barbeiro, Elione, ali na Praça da Matriz, e, em seguida, adentrou o recinto um amigo, Maçom e Cruzeirense (uma qualidade e um defeito), e, ao ver que era eu cortando o cabelo, disparou: “Olha, você me envia o PDF do jornal, que gosto muito de ler, acho interessante, mas gosto de ler a Ponta da Caneta, que você envia separada aos domingos, e a desta semana postei no grupo da maçonaria (não especificou loja e não perguntei) e a coisa ficou feia. Teve gente que afirmou que você não tem credibilidade nenhuma, que você não presta, que você não sabe nada e só faltou te chamar de FDP...”. E finalizou assim: “Sabe quem é, né?”. Respondi com convicção absoluta: “Sei”. Ele deu uma risada, os outros presentes ficaram apreensivos, xinguei, esbravejei como faço quando o cidadão de Cachoeira de Pajeu, de Pedra Azul ou Almenara, e que caiu de paraquedas em Itaúna graças ao Dr. Guaracy de Castro Nogueira, entra em cena. 

Todos sabem minha opinião em relação ao senhor que manifestou no grupo dos “bodes” sobre minha pessoa. Entendo que, além de não ser cidadão itaunense, ele “trabalhou” para “tomar posse” de Fundação Privada, mas que recebeu recursos públicos móveis e imóveis. Não me interessa o que o “vovô gagá” pensa ao meu respeito. Se tenho ou não credibilidade, é o povo quem vai decidir isso se, por um acaso, eu for candidato a algum cargo eletivo. Quanto ao resto, que ele, o metido a besta que se acha o faraó, venha competir. E já lhe mando um recado: dentro da maçonaria, já há controvérsias, pois, no mesmo dia do ocorrido na barbearia, recebi uma mensagem de um amigo maçom com o seguinte teor: “Já tem o meu voto”. E tem mais alguns. Então, Ilustríssimo, dê tapa na mesa, grite e faça mandar junto à sua turminha aí, porque vai durar pouco. Interprete como quiser.