REINAUGURAÇÃO - “Entre Gestos e Silêncios” reabre galeria em Itaúna

Depois de longo tempo inativa, a Galeria de Arte “Ahmés de Paula Machado” recebe exposição coletiva

REINAUGURAÇÃO - “Entre Gestos e Silêncios” reabre galeria em Itaúna
Fotos: Divulgação/PMI
REINAUGURAÇÃO - “Entre Gestos e Silêncios” reabre galeria em Itaúna
REINAUGURAÇÃO - “Entre Gestos e Silêncios” reabre galeria em Itaúna
REINAUGURAÇÃO - “Entre Gestos e Silêncios” reabre galeria em Itaúna

Inaugurada no dia 22 de dezembro de 1988, pelo então prefeito de Itaúna, Francisco Ramalho, a Galeria de Arte “Ahmés de Paula Machado” teve suas atividades interrompidas durante a administração passada, do ex-prefeito Neider Moreira. A galeria faz parte do conjunto do Espaço Cultural “Adelino Pereira Quadros”, situado na Rua Antônio Corradi, 55, assim como o Teatro “Sílvio de Matos”. O espaço para exposições de arte fica no segundo andar do prédio. Conforme informações, no mandato passado, o local foi utilizado como depósito para armazenar parte do acervo do Museu “Francisco Manoel Franco”.

O espaço ainda foi utilizado para outras atividades administrativas, tendo sido completamente descaracterizado de suas finalidades. A atual administração promoveu a readequação do espaço para retomar as atividades da galeria de arte, conforme projetado. E, na quinta-feira, dia 19, a Galeria de Arte “Ahmés de Paula Machado” foi “reinaugurada” e entregue à comunidade, com a abertura da exposição coletiva “Entre Gestos e Silêncios”. 

A exposição

Com a reinauguração, 18 artistas expõem seus trabalhos, que poderão ser visitados até o dia 31 de março, das 8h às 17h. O acesso ao local é gratuito, de segunda a sexta-feira, e os visitantes poderão admirar obras dos artistas: Gláucio Bustamante, Ana Lívia Silveira, Levy Vargas, Rayi Ramirez Tupinambás, Denise Souto, Jerusa Guimarães Queiroz, Thais Duarte, Bia Vargas, Florence Hallack, Jonas Vieira, Gusthavo Medeia Xavier, Ângela Espíngelas, Maurício Paulino, Wagner Andrade, Élcio Júnior, José Márcio Silva, Armando Branquinho, Maria de Fátima Quadros.

A curadoria e organização da exposição “Entre Gestos e Silêncios” é da artista Denise Souto, que destaca que a exposição propõe um convite à contemplação e à sensibilidade estética. A proposta é estimular o visitante a desacelerar o olhar e perceber a arte como um espaço de pausa e reflexão em meio ao ritmo cotidiano. O conceito da mostra valoriza a força expressiva do gesto artístico, revelado de maneira sutil nas obras apresentadas, conforme destaca a divulgação da exposição.

A retomada da Galeria

O prefeito Gustavo Mitre celebrou a retomada do espaço, destacando o valor de devolver à galeria sua verdadeira identidade. “Reabrir as portas da Galeria ‘Ahmés de Paula Machado’ é, acima de tudo, um ato de respeito à nossa história e aos nossos artistas. Queremos que o cidadão itaunense sinta que este espaço é seu, um local de pausa, de beleza e de reencontro com a nossa própria sensibilidade”, disse.

Já o secretário de Cultura e Turismo, Márcio Gonçalves Pinto (Marcinho Hakuna), destaca que a reabertura da galeria representa um momento importante para o fortalecimento das artes visuais no município. “O retorno da Galeria ‘Ahmés de Paula Machado’ ao circuito cultural da cidade é motivo de grande alegria. Itaúna é um verdadeiro celeiro de arte e cultura, com artistas talentosos que merecem ter seus trabalhos valorizados e expostos. É espetacular poder devolver esse espaço a eles, especialmente depois de tantos anos sem cumprir sua finalidade original. Estamos resgatando um ambiente que estava sem uso para exposições e recolocando a arte no lugar de destaque que ela merece.”

Quem é Ahmés

O pintor, litógrafo, gravador e professor que empresta seu nome à Galeria de Arte, Ahmés de Paula Machado, nasceu em Itaúna, em 1921, e faleceu em 1985. Para desenvolver sua arte, se transferiu para o Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Conquistou o primeiro lugar no Salão Nacional de Belas Artes e, com a premiação, que foi uma viagem ao estrangeiro, foi estudar na Itália. Aperfeiçoou-se em litografia no Instituto Estatal de Arte de Florença (Itália). Integrou a mostra “Os Dissidentes”, na Associação Brasileira de Imprensa (1942 e 1943), e o grupo que lutou pela criação da Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, no qual conquistou isenção de júri em gravura (1951). Participou ainda da Bienal de São Paulo (1951 e 1953), do Salão Nacional de Arte Moderna (de 1952 a 1959) e foi incluído no Ciclo de Exposições sobre Arte no Rio de Janeiro, Galeria de Arte Banerj, curadoria de Frederico Morais (1986). Foi professor de litografia da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e integra o acervo do Museu Nacional de Belas Artes. (Com informações de www.catalogodasartes.com.br)