Vitimização. Justificativa?

Vitimização. Justificativa?

A situação política na Câmara, nos últimos meses, está cada vez mais complicada, como todo cidadão politizado já tomou conhecimento. Nas últimas semanas, tornou-se insustentável, devido a questões jurídicas que envolvem uma Comissão Processante que discute a cassação do vice-prefeito e, agora, com a instalação de duas CPIs, em que o presidente insiste em agir do seu modo, esquecendo-se que há leis para cumprir e que ditam o rito dos processos legislativos. 

Há advogados e vereadores que acreditam que o presidente da Casa, o Doutô Antônio de Miranda, vulgo Toizinho do Seu João, está usando de subterfúgios para ganhar tempo e fazer com que as coisas esfriem no período de férias e até que, no próximo ano, as rédeas possam estar em suas mãos, porque, no momento, ele não tem o controle de nada e está completamente cego com as atitudes que está tomando, expondo o Poder Legislativo Itaunense e relegando a segundo plano o saber jurídico de advogados atuantes que conhecem de Direito Público. E impõe o seu pensamento. Se é que é seu mesmo. Não acredito que seja. E, com isso, em minha opinião, além de expor todos, pois os seus colegas também ficam à mercê da interpretação dos cidadãos, prejudica não só a ele, mas um todo, inclusive, o cidadão que foi às urnas, escolheu em quem acreditar e acha – ou achava – que está bem representado. Ou seja, aquele que quer ter a certeza de que os problemas em nível de Legislativo e Executivo serão resolvidos entre estas esferas e não na esfera jurídica, nos tribunais. 

Mas, ao que parece, o Doutô Toizinho não está preocupado com isso, e vai fazendo tudo como pensa, ou seja, atropelando tudo e todos. E, pior que isso, tenta manipular também a opinião pública se vitimizando constantemente, colocando a culpa da situação vivida no Legislativo itaunense em terceiros. Um desses terceiros seria o autor destas linhas e editor da FOLHA. Ora, ora, ora... Não sou advogado, nem do diabo. Sou um formador de opinião, sim. É o meu trabalho, e faz tempo. Não é mesmo, Doutô Toizinho? Você sabe muito bem disso, está na vida pública faz 30 anos e sabe como as coisas funcionam, tanto o sabe que “debulhou um terço”, não faz muitos dias, subindo à tribuna para responder ao Gui Rocha, e afirmou que é o único isso... único aquilo... é aquilo e aquilo outro. Palmas! Parabéns! Mas deveria também ter afirmado que sempre foi metido a esperto, que aprendeu rápido a agir na “calada da noite”, que só pensa em levar vantagem na política e que, se está nela até hoje, é porque não pensa em ninguém, somente em você. Em minha opinião, “vende a alma ao diabo”, sem nenhum constrangimento e sem remorso algum. Então, Doutô Toizinho, não adianta tentar jogar a culpa do que faz em cima de outras pessoas, que não têm nada com isso. Eu? O culpado da situação em que se encontra? Ora, ora, por que não toma as atitudes corretas? Assim, vai poder andar nos corredores dos prédios públicos sem precisar estar dando explicações e afirmando que os culpados são os outros, principalmente o jornalista e o vereador, seu colega de plenário. Não somos os culpados e muito menos os FDP, como tem afirmado. Pelo contrário, estamos, nas últimas semanas, fazendo com que Vossa Excelência corrija os erros e tome as medidas corretas para não se encalacrar mais do que já está. 

Posso estar muito enganado – e, se tiver, não tenho o constrangimento de falar publicamente que me equivoquei e pedir desculpas –, mas, no meu entendimento, está prestes a não ter como voltar atrás. O que Vossa Excelência, Senhor Toizinho do Seu João, está permitindo fazer na Câmara é coisa de moleque, de pessoa sem caráter e de político mal-intencionado. Os acordos de bastidores (não me obrigue a enumerá-los aqui em outra oportunidade) são nojentos, inapropriados e coisa de baixo clero. Vai um conselho curto e simples: cumpra o seu papel de homem público, sem jogar, sem passar por cima das leis e, principalmente, não haja por “debaixo dos panos”, tentando manipular formação de comissões de modo que fiquem de seu interesse. Ou seja, não faça como já tentou fazer em outras oportunidades na esfera judiciária, chamando pessoas para um cafezinho em seu gabinete enquanto vice-prefeito. Lembra? O ato levou, à época, ao cancelamento de um júri popular, que foi realizado em Divinópolis, a posteriori. Lembra?

Então peço que não me inclua nas suas narrativas sem sentido e improváveis, pois não sou político, não tenho mandato, não tenho poder e conhecimento para redigir pareceres e muito menos estou preocupado com isso. Apenas quero que Vossa Excelência exerça o seu papel, obedecendo às leis, e, assim sendo, não permita o que está permitindo dentro do prédio da Câmara. Se Vossa Excelência, Senhor Toizinho do Seu João, está com o “rabo preso”, o problema não é meu. Se quer respeito, primeiro haja com respeito. Se quer consideração, primeiro haja com a dignidade, com a benevolência e com a postura que o cargo exige. Mas, se quer agir apenas com malevolência, então continue fazendo o que sempre fez. Nada contra o Senhor. Sempre o respeitei como cidadão e político, então exijo a mesma coisa: respeito como cidadão e jornalista. Não sou moleque para estar na boca de qualquer um. Muito menos na boca de pessoas que não conheço o “pedigree” e são pagas para atormentar com baixaria a vida de cidadãos de bem. Ou melhor, de itaunenses de bem, que conhecem e respeitam o torrão e suas famílias. É hora de um basta. Se Vossa Excelência não vai dar esse basta, a Justiça vai. Aguarde. Para finalizar: a vitimização não é a melhor opção para um homem público que se preze. Cria tipo.