Museu Francisco Manoel Franco vai ganhar Estação de Memórias de Itaúna no próximo dia 10
Contar a história da ferrovia, que faz parte do patrimônio local, é o objetivo da iniciativa
Contar a história da ferrovia, que faz parte do patrimônio local, é o objetivo da iniciativa
Para preservar a memória ferroviária, que faz parte do patrimônio material e imaterial de diversos municípios, e também criar espaços para que as novas gerações conheçam a história da ferrovia, a VLI – administradora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, em parceria com a AIC - Agência de Iniciativas Cidadãs e a administração municipal de Itaúna, no Centro-Oeste mineiro, inaugura no próximo dia 10, às 10h, o Estação de Memórias de Itaúna, cidade que está no Corredor Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A exposição, que terá visitação gratuita, está instalada no Museu Municipal Francisco Manoel Franco, localizado na Avenida Dona Cota, 853-875, Centro.
O Programa Estação de Memórias registra e difunde as memórias das pessoas sobre o passado, a partir de um processo de cocriação com as comunidades. Encontros e entrevistas identificam casos, lembranças e histórias de quem vivenciou o vai e vem dos trens. Esse conteúdo é transformado em espaços expositivos, montados na estação.
A gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi, destaca que preservar as histórias para a presente e futuras gerações integra o compromisso da companhia de deixar legado e compartilhar valor com a sociedade. “A preservação do patrimônio histórico e da memória ferroviária é um dos pilares da estratégia de atuação social da VLI. As ferrovias foram essenciais para o desenvolvimento econômico e social de muitas cidades brasileiras, moldando suas identidades, como é o caso de Itaúna. A companhia se orgulha por fazer parte da história deste município e promover a celebração e a preservação dessas memórias”, frisa.
História
O Estação de Memórias de Itaúna é um espaço expositivo dedicado à memória ferroviária do município. O objetivo é contar as histórias que envolvem a ferrovia desde as primeiras locomotivas que passaram pela cidade, em 1910, até os dias atuais. O memorial se dedica a contar a história dos itaunenses, a relevância do trabalho ferroviário e das indústrias têxteis, as manifestações culturais no entorno das estações e as festas religiosas.
Para contar todas essas memórias ferroviárias, a expografia é composta por uma linha do tempo, jogo da memória e jogo de segurança nos trilhos, personagens inspirados em figuras locais, entrevistas em vídeo, objetos cenográficos, entre outros elementos. O espaço foi desenvolvido para ser uma imersão na história da cidade, destacando a chegada dos trilhos de ferro e as construções da ferrovia (como a casa do engenheiro e a Estação Santanense), bem como a importância das indústrias têxteis instaladas na região. As manifestações religiosas, como o Reinado (maior patrimônio cultural da cidade), e as igrejas aparecem para complementar a expografia.
Algumas particularidades da história ferroviária local ganham destaque por meio de objetos, documentos, equipamentos utilizados no trabalho dos ferroviários, as memórias de quem conviveu com os trens, a movimentação no entorno da estação, entre outros importantes acontecimentos. A expografia em Itaúna, construída de forma colaborativa, incluiu a identificação de cerca de 70 fotografias, além de oito objetos e documentos históricos. Ao todo, foram realizadas 15 entrevistas em áudio e quatro oficinas colaborativas, que contaram com a participação de mais de 40 voluntários.
Segundo a coordenadora-geral do projeto pela AIC, Gislaine Gonçalves, a chegada da ferrovia, em 1910, transformou o Curato de Sant’Ana, o povoado que viria a receber o nome de Itaúna anos mais tarde. “A Santanense, a Itaunense e a Rede Mineira de Viação, foram empreendimentos que impactaram a economia e a sociedade local. Juntas, deixaram marcas profundas na história e nos corações de quem ali viveu e ainda vive. A expografia busca explorar essas conexões por meio das memórias dos itaunenses”, frisa.
A iniciativa faz parte do programa homônimo da VLI, realizado pela AIC - Agência de Iniciativas Cidadãs, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, e conta com o apoio da Prefeitura de Itaúna.
Balanço
Em 2026, o Estação de Memórias deve ser implantado também em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais; Bambuí e Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste Mineiro; Aguaí, em São Paulo; e em Catalão, no estado de Goiás. O Programa Estação de Memórias recebeu, nos últimos anos, mais de R$ 17 milhões para a preservação da memória ferroviária. O investimento é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre a VLI
A VLI atua na integração de serviços logísticos por meio de ferrovias, portos e terminais intermodais. A empresa opera as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais em pontos estratégicos como Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Presente nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a VLI conecta a produção nacional aos principais corredores logísticos do país. A VLI reafirma seu protagonismo ao conquistar, pela terceira vez, o topo do ranking Valor Inovação em Transporte e Logística — mantendo-se entre as líderes do setor por sete anos consecutivos.
Sobre a AIC
Fortalecer, articular e promover ações coletivas de construção da cidadania, a partir de modos de fazer inventivos e colaborativos. Essa é a causa que move a AIC - Agência de Iniciativas Cidadãs, organização sem fins lucrativos que soma 31 anos de atuação em cinco grandes áreas: mobilização social, educação, cultura, juventudes e fortalecimento da sociedade civil. Realizamos variados projetos e programas sociais, junto a uma rede de mais de 500 entidades parceiras - entre instituições públicas e privadas, movimentos sociais e fóruns de promoção de direitos. Nosso trabalho já obteve reconhecimento em mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, concedidos por organizações como Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).





