CONTESTAÇÃO - APAC nega apreensão de drogas na unidade de Itaúna

Foto: Reprodução/ APAC
Na quinta-feira, 30 de abril, foi divulgada uma operação conjunta das polícias Civil e Penal, com o Ministério Público de Minas Gerais MPMG, na unidade Associação de Proteção aos Condenados – APAC de Itaúna. Conforme informações dos órgãos policiais, teriam sido apreendidos, além de drogas, carregadores, fones de ouvido, baterias e diversos cabos USB, além de dinheiro em espécie. A direção da APAC nega quaisquer ilicitudes relativas aos objetos apreendidos e destaca que nenhuma droga teria sido apreendida na unidade. Conforme apurou a reportagem por fontes não oficiais, o material recolhido e classificado como “análogo à cocaína”, seria farinha de trigo e bicabornato, utilizados pelos recuperandos nas oficinas de fabricação de hóstias e na padaria.
Também relata uma nota oficial da APAC, encaminhada à imprensa, que não foram apreendidos aparelhos de telefone celular e que os materiais recolhidos na Operação Marco Zero seriam fones de ouvidos e outros apetrechos usados nas aulas de cursos técnicos e superior, a que os recuperando têm acesso pelo sistema de Educação à Distância - EAD. Na citada nota, a direção da APAC afirma também que “não foram localizados telefones celulares, substâncias entorpecentes ou quaisquer itens proibidos no interior da APAC” (veja abaixo).
A nota da Polícia Civil divulgada à imprensa informa que “o objetivo principal foi combater o tráfico de drogas e o ingresso de materiais ilícitos na unidade. Durante as buscas, as autoridades apreenderam 65 carregadores, 90 fones de ouvido, 8 baterias e diversos cabos USB. Cerca de R$ 2.587,00 em espécie e uma porção de substância análoga à cocaína, além de duas balanças de precisão e caixas de som”.
Sobre o dinheiro apreendido na unidade, a direção da APAC explica que se trata de recurso da cooperativa de recuperandos e que foram obtidos com a venda de artesanato produzido pelos internos. As citadas “balanças de precisão” seriam equipamentos utilizados nas oficinas citadas de fabricação de hóstias e na padaria. A nota da Polícia Civil afirma ainda que “as investigações continuam para identificar outros envolvidos, utilizando dados obtidos por meio de quebras de sigilo telefônico”.
A direção da APAC contesta veementemente todas as informações divulgadas pela Polícia Civil. A reportagem da FOLHA entrou em contato com o delegado titular da Delegacia de Polícia Civil de Itaúna, Dr. Leonardo Pio, para abordar o assunto. Ele, respondeu apenas que existe um inquérito policial em andamento e que esse indica práticas ilícitas dentro da unidade. E acrescentou que a ação foi outorgada pela Justiça e teve o acompanhamento do Ministério Público Estadual. Leia, a Nota Oficial da APAC sobre a Operação Marco Zero.






