CÂMARA - Renúncias, questionamentos e contestações!
“CPI da Retaliação” pode gerar mais desgastes ao presidente da Mesa da Câmara
Se a chamada “CPI do Compadrio” já trouxe muito desgaste ao atual presidente da Mesa da Câmara, vereador Antônio de Miranda (Tõezinho do Sô João), a outra CPI, que já vem sendo rotulada de “CPI da Retaliação”, tem tudo para aumentar este desgaste. É o que preveem políticos com e sem mandato que acompanham o dia a dia do Legislativo itaunense, com a “falta de jeito” do atual presidente em lidar com o Regimento Interno da Câmara e com as normas legais. “Ele pensa que pode fazer da maneira dele, achando que ainda está nos tempos da caderneta que usavam no comércio para fazer anotações de compras dos clientes. Alguém precisa explicar para ele que as coisas mudaram, que presidir uma Câmara exige cumprimento da legislação e respeito às normas legais”, comentou um dos críticos com a reportagem.
Toda essa reação se deve às medidas tomadas pelo presidente em mais esta instalação de CPI que ele está propondo. Conforme apontam, sem levar em consideração uma decisão judicial, que suspendeu o arquivamento da “CPI do Compadrio” no dia 5 de fevereiro, no dia 26, Tõezinho publicou ato instalando a “CPI da Retaliação”, para apurar “possível esquema de desvio irregular de madeira retirada nas margens do Rio São João (...)”. Como se sabe, conforme o artigo 31 do Regimento Interno (RI), no seu parágrafo 5º, a instalação de uma segunda CPI necessita de aprovação de maioria em plenário. Com a suspensão do arquivamento da “CPI do Compadrio” pela Justiça, ela está em tramitação. Mas o presidente parece que desconheceu a determinação da Justiça e instalou a outra CPI sem consultar ao plenário, conforme apontam ofícios protocolados pelo vereador Rosse Andrade e com apoio de outros edis.
E, não satisfeito em desrespeitar a decisão judicial, o presidente da Câmara também não quis atender ao que determina o RI, mais uma vez: definiu os membros da “CPI da Retaliação” sem consultá-los, conforme afirmações de bastidores, nem às bancadas partidárias. Com isso, recebeu ofícios acusando a renúncia dos vereadores Antônio Da Lua e Guilherme Rocha em participar da citada comissão. Restou o Kaio, propositor da comissão e que, conforme boatos de corredores, estaria interessado em desgastar Rosse Andrade para que este não seja candidato a deputado estadual, cargo que ele, Kaio, almeja.
Além de começar tudo errado em relação a mais essa CPI, o presidente da Câmara ainda terá de dar uma solução à investigação em que vários vereadores já disseram que não desejam participar, além de correr comentários de que, mais uma vez, seus atos serão questionados na Justiça. Conforme os críticos, “o Tõezinho precisa entender que administrar a Câmara não é igual a tomar conta de venda, em que o ‘dono’ é que anota as dívidas na caderneta e o freguês tem que confiar, e pagar”.



