ELEIÇÕES 2026 - Itaúna pode ter 6 candidatos a deputado federal
Pelo menos quatro nomes buscam espaço para disputar vaga na Assembleia Legislativa


No dia 4 do mês de outubro deste ano, acontecem as eleições que vão renovar a Câmara Federal, dois terços do Senado, as Assembleias Legislativas e eleger governadores e presidente da República. O tabuleiro político nas cidades já está movimentado e em Itaúna não é diferente. Uma curiosidade para o próximo pleito é que as vagas na Câmara Federal estão mais disputadas do que o posto de deputado estadual. E o valor disponível para que cada deputado federal indique para as cidades onde tem espaço político (e votos) é que faz esta corrida pela Câmara Federal ser mais ferrenha. Afinal, cada deputado federal poderá indicar R$ 40 milhões em emendas somente neste ano. Isso em se tratando da questão individual. Já outros R$ 415 milhões podem ser utilizados no sistema de emendas de bancada, para cada estado da Federação. É muito dinheiro “disponível” e isso atrai mais candidatos, certamente.
Assim, em Itaúna, já existem pelo menos seis nomes sendo lançados na disputa por uma vaga à Câmara Federal: Gláucia Santiago, Neider Moreira, Antônio de Miranda (Tõezinho), Sandrinho, Lohanna França e, possivelmente, Marcinho Hakuna. Já no caso de uma vaga na Assembleia dá direito aos eleitos de recursos mais “modestos”: cerca de R$ 10 a R$ 15 milhões por parlamentar, por ano. E na cidade os nomes colocados até o momento em busca um mandato de deputado estadual são os seguintes: Carol, Kaio e Rosse (os três com mandatos de vereador) e Geórgia da APAE. Comenta-se que a vereadora Márcia Cristina também pode se lançar na disputa, já que os partidos “correm atrás” de candidatas para atender à legislação e apresentar chapas completas.
E as chances?
Com muitos candidatos sendo lançados, é necessário que contas sejam feitas para avaliar quem tem mais chances de se eleger. Começando pelo número de eleitores aptos a votar em Itaúna: em março deste ano, eram 70.561, sendo que 61.155 têm obrigatoriedade de voto e outros 9.406 contam com a prerrogativa do voto facultativo. Portanto, somente se um candidato conquistar mais de 90% dos votos dos itaunenses, ele tem chances de se eleger apenas com os votos locais. Aí, é preciso colocar outros quesitos na avaliação: recursos financeiros, “votos fora” (para avaliar candidaturas locais) e “força de legenda”.
Começando por esta última questão, ela é explicada pela existência de políticos “puxadores de voto”. Em Minas Gerais, o partido que tem o maior puxador, baseado nas últimas eleições, é o PL, com o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira. Assim, em relação a Itaúna, Gláucia Santiago é a mais beneficiada na disputa federal. Avaliando pelo fator “recursos financeiros”, Gláucia novamente se destaca pelo fato de ser uma “candidatura feminina” – os partidos têm destinação de recursos obrigatórios para as candidaturas femininas – e, por ter a maior bancada, o PL é que dispõe de mais dinheiro a ser gasto em campanha. Além disso, Gláucia tem também a seu favor o legado político da família e o seu histórico como vereadora, vice-prefeita, secretária e suplente de deputada federal, tendo assumido o mandato por alguns meses.
Na questão do “voto fora”, o nome que se destaca é o de Lohanna França, pois ela tem expressiva votação em Divinópolis, que é um polo agregador de vários municípios no entorno e ainda é a candidata em que o seu partido vai apostar “todas as fichas” nestas eleições, como apurou a reportagem. Isso além de contar com o mandato de deputada estadual, que lhe dá visibilidade em todo o estado. Assim, dos três quesitos a serrem analisados, duas candidatas que disputam votos dos itaunenses saem na frente. Mas a disputa eleitoral conta também com outras vertentes, que são também muito importantes, como o apoio político.
Neste caso, Neider Moreira e Tõezinho também ganham espaço. O primeiro, por ser político experiente, já ter experiência como deputado estadual e prefeito de Itaúna, ambos por dois mandatos. E, comenta-se, também conta com recursos financeiros. O seu partido, o PSB, porém, aparece como um entrave, até pelo seu viés ideológico, que não se firma à esquerda nem à direita.
Antônio de Miranda, por sua vez, além da experiência política, conta com apoios importantes em Itaúna, a começar pelo ex-prefeito de Itaúna por quatro mandatos, Osmando Pereira. Também é muito próximo do atual prefeito, Gustavo Mitre, e deve amealhar a maior parte dos apoios no grupo atualmente no poder. Sandrinho “corre por fora” e tem o apoio do MDB e Marcinho Hakuna é uma incógnita, ainda, até porque não está confirmada a sua candidatura nem a qual posto ele pretende concorrer.
Disputa pela Assembleia e apoio dos atuais vereadores
Em relação à disputa pelas vagas à Assembleia Legislativa, apesar de muitos nomes sendo ventilados aqui e ali, os mais comentados são os de Carol, Kaio, Rosse e, agora, Geórgia da APAE. Porém a maioria deles ainda necessita de mais densidade, de mais articulações para sobressair na disputa. Até o momento, são vistos como possibilidades...
Outra questão a ser avaliada é com relação à postura dos vereadores itaunenses. Com quem eles caminharão nas próximas eleições? É sabido que vários deles têm compromissos com nomes que não estão dentre as candidaturas locais. Rosse Andrade e Beto do Bandinho, por afinidade e parentesco, devem apoiar Gláucia Santiago. Lacimar Cesário apoia Neider. Márcia Cristina e Gustavo Dornas, podem ficar com Tõezinho. E os demais? O fato é que o tabuleiro do xadrez político itaunense tem uma mexida a cada instante e ainda não se vislumbra nenhum “xeque mate” eleitoral...





