TRAGÉDIA EM BRUMADINHO - Bombeiros encerram buscas por vítimas
Após sete anos, duas vítimas não foram localizadas
Após sete anos, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encerrou oficialmente as buscas pelas vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, pertencente à Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A informação foi confirmada pelo porta-voz da corporação, tenente Henrique Barcellos, em entrevista à TV Bandeirantes e à rádio Itatiaia.
A tragédia, ocorrida em janeiro de 2019, deixou 270 mortos, entre eles duas mulheres grávidas. Ao longo de sete anos de trabalhos ininterruptos, 268 corpos foram localizados. Permanecem desaparecidos o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo. A última vítima a ser encontrada e identificada foi Maria de Lurdes da Costa Bueno, de 59 anos, em fevereiro de 2025.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 100% dos rejeitos despejados na área atingida pelo desastre foram examinados. Ao todo, mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração passaram por vistorias durante as operações de busca.
“Chegar ao fim desse rejeito tendo vistoriado todo ele nos traz um sentimento de dever cumprido, de honrar um compromisso e, ao mesmo tempo, de gratidão com o povo mineiro, que sempre nos reconheceu durante todo esse tempo, principalmente em Brumadinho, que nos acolheu em cada abraço, em cada conversa, em cada nova esperança. Sabemos que a corporação não é a mesma depois desse fato. Brumadinho, sem dúvidas, foi uma das grandes materializações do nosso propósito de salvar e valorizar vidas”, afirmou o tenente Henrique Barcellos.
Apesar do encerramento das buscas em campo, a operação ainda não foi totalmente concluída. A Polícia Civil de Minas Gerais segue com a análise de segmentos humanos encontrados na região que ainda não foram examinados. A instituição não informou quantos materiais permanecem sob análise, mas destacou que os trabalhos de identificação continuam.



