SEGURANÇA PÚBLICA - Golpes digitais preocupam 83% da população brasileira

Levantamento mostra que 15% relatam prejuízo financeiro por fraudes online ou via celular no último ano

SEGURANÇA PÚBLICA - Golpes digitais preocupam 83% da população brasileira
Imagem ilustrativa/Magnific

Os golpes digitais se tornaram o principal motivo de insegurança entre os brasileiros. É o que revela o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado neste domingo, 10, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha.

Segundo o levantamento, 83,2% da população afirmam ter medo de sofrer fraudes financeiras pela internet ou pelo celular. O índice aparece empatado com o medo de roubo à mão armada, citado por 82,3% dos entrevistados, e com o receio de ser morto durante um assalto, mencionado por 80,7%.

Além de liderarem o ranking do medo, os golpes digitais também foram apontados como o crime mais frequente vivenciado pelos brasileiros nos últimos 12 meses. De acordo com o estudo, cerca de 15,8% da população com 16 anos ou mais relatou ter sofrido algum tipo de fraude online ou via celular no período, o equivalente a aproximadamente 26,3 milhões de pessoas.

Medo por tipo de situação

O receio de ter o celular furtado ou roubado foi mencionado por 78,8% da população, enquanto 78,6% afirmaram temer assaltos nas ruas. Já o medo de ser vítima de bala perdida alcançou 77,5% dos entrevistados.

Outros temores destacados pela pesquisa incluem ter a residência invadida ou arrombada (76,1%), ser assassinado (75,1%), sofrer agressão sexual (66,2%) e ter alianças ou joias arrancadas durante um assalto (65,3%).

O relatório também aponta preocupações ligadas à violência política e doméstica. Cerca de 59,6% disseram ter medo de sofrer agressão física em razão da escolha política ou partidária, enquanto 42,2% afirmaram temer agressões praticadas por parceiro íntimo ou ex-companheiro. Além disso, 47,6% dos entrevistados declararam sentir medo de andar pela própria vizinhança após o anoitecer.

Classe econômica e porte das cidades

O relatório aponta ainda que a incidência dos crimes virtuais varia conforme a classe econômica e o porte das cidades. Entre as classes A e B, a vitimização chegou a 21,8%. Na classe C, o índice foi de 16,3%, enquanto nas classes D e E ficou em 10,2%.

Em relação ao porte urbano, os golpes digitais aparecem com maior frequência em grandes centros urbanos. Em cidades com mais de 500 mil habitantes, 19,2% dos entrevistados afirmaram ter sido vítimas desse tipo de crime no último ano. Já em municípios com até 50 mil habitantes, o índice foi de 12,7%.

O estudo reforça o crescimento da preocupação da população com crimes virtuais, impulsionados pelo aumento das transações bancárias online, uso de aplicativos de mensagens e redes sociais. Especialistas alertam para cuidados básicos, como evitar clicar em links suspeitos, desconfiar de pedidos urgentes de transferência bancária e ativar mecanismos de segurança em aplicativos e contas digitais.

O relatório completo está disponível em https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2026/05/os-gatilhos-da-inseguranca-resumo-executivo-2026.pdf.