EM EBULIÇÃO - Bastidor político “pega fogo” em Itaúna

Candidaturas sem expectativa de eleição podem anular chances de representatividade do município, segundo questionamentos

EM EBULIÇÃO - Bastidor político “pega fogo” em Itaúna

A FOLHA tem acompanhado as intensas movimentações de bastidor na política lo-cal, com a proximidade da definição de quem é realmente candidato nas próximas eleições e quem está “apenas marcando posição”. E, na discussão dessas questões, estão sendo apontados interesses pessoais que podem anular as chances de Itaúna ter representatividade efetiva no próximo mandato. Conforme apontam “caciques” da política local, algumas candidaturas têm sido apresentadas para demarcar terri-tório futuro. Isto é, pessoas estariam colocando seus nomes na disputa porque têm pretensões futuras e necessitam de uma vitrine nestas eleições, segundo essas aná-lises.

E um dos casos apontados, conforme esses comentários, segundo apurações da FOLHA, é com relação ao atual presidente da Câmara. Conforme as análises, Tõezi-nho não teria se preparado para disputar efetivamente os votos e estaria se lançando em uma candidatura a deputado federal mesmo sem visualizar chances reais de elei-ção, pensando apenas em disputas futuras, de âmbito local. Conforme essas avalia-ções, o vereador ainda não formou um grupo de pré-campanha, não tem se apresen-tado na movimentação política regional e, sendo candidato, estaria contando com os votos locais, o que seguramente não dá para garantir a eleição.

Um político experiente, que já exerceu mandato e que participou de disputas eleito-rais na cidade e região, afirmou à reportagem que “o Tõezinho tem muita chance de uma eleição futura, como vice-prefeito, no próximo pleito, e, em seguida, conquis-tando a Prefeitura, que sabemos que é um sonho dele. Saindo agora, ele pode ter uma boa votação, mas quase não tem chances de eleição. Aí, pode ganhar a pecha de derrotado e isso prejudicá-lo lá na frente”, afirmou.

Outro nome que estaria se lançando na mesma disputa de deputado federal é o edil Wenderson da Usina, conforme comentários. Neste caso, as opiniões no meio políti-co são quase unânimes de que, além de ser muito cedo para “um voo desta enverga-dura”, Wenderson não tem um grupo político formado ainda, e isso torna a sua elei-ção “praticamente impossível”, na expectativa de especialistas. Assim, na opinião dos políticos ouvidos pela reportagem nos últimos dias, Itaúna pode perder a chance de eleger um representante, sendo que tem oportunidade para isso, exatamente por-que alguns políticos estão pensando somente em si próprios e seus planos futuros.

O nome do ex-prefeito Neider Moreira é outro que foi citado nessas avaliações. Con-forme as opiniões, depois de deixar a Prefeitura com muito desgaste, Neider pode queimar de vez o seu “patrimônio eleitoral” se arriscar uma candidatura que, até mesmo ante a Justiça, deve enfrentar barreiras. Lembram que o ex-prefeito foi conde-nado em segunda instância e que isso pode gerar problemas até em relação ao regis-tro de sua candidatura e, certamente, trará prejuízos a ele em relação à disputa. O melhor que faria, conforme opinam, é buscar outras vias, primeiro, para retirar do seu caminho os entraves jurídicos e, depois, trabalhar para reconstruir seu espaço. O fato é que, nas próximas semanas, já acontecem as convenções partidárias e a primeira questão – quem é e quem não é candidato – já estará resolvida.