ECONOMIA - Movimento em indústrias itaunenses gera expectativas

Belgo transferiu produção de Vespasiano para Itaúna; Patense foi adquirida por multinacional americana; e Stellantis abriu mais 104 vagas de trabalho

ECONOMIA - Movimento em indústrias itaunenses gera expectativas
Foto: Reprodução Google Maps

No final do ano de 2024, a direção da Belgo anunciou a transferência da sua unidade de produção da cidade de Vespasiano para Itaúna. Com isso, aportou investimentos estimados em mais de R$ 100 milhões, com a criação de cerca de 300 novas vagas de emprego. A unidade reforçou a produção de arames para talão de pneus (steel cord e bead wire), ampliando a capacidade produtiva em torno de 35%. Recordando, a unidade da Belgo foi instalada em Itaúna e inaugurada no ano de 1996, na administração de Hidelbrando Canabrava, o Bandinho.

No início deste ano, a unidade da Patense em Itaúna foi adquirida pela multinacional americana Darling Ingredients, que já era dona no Brasil da Fasa e Gelnex. A negociação de aquisição da Patense, em leilão realizado, girou cifras em torno de R$ 516 milhões, envolvendo as unidades de Patos de Minas, Itaúna e Adamantina, no interior paulista. Para Itaúna foi importante a negociação, visto que a Patense vinha enfrenando problemas de ordem financeira e, com a aquisição, pode gerar estabilidade de mercado e manutenção de empregos, com previsão de ampliação de produção.

A fábrica da Patense foi instalada em Itaúna no início de 2000, quando o então prefeito da cidade, Osmando Pereira, executou trabalho de atração de empresas, no enfrentamento da maior crise empresarial da cidade, após a falência da Itaunense Tecidos. Junto da Patense, várias outras empresas foram instaladas na cidade, como a Saint-Gobain, Intercast e a Ergom do Brasil. E foi esta última empresa – que, ao longo dos anos, teve mudanças de denominação, passando a PCMA e finalmente Stellantis – que trouxe a mais recente notícia para a economia local.

Syellantis oferece novos 104 empregos em Itaúna

O grupo Stellantis, que detém as marcas Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, dentre outras, anunciou investimentos em novos modelos Fiat, na comemoração dos 50 anos de implantação da sua fábrica no País, em Betim. Conforme a empresa, será lançado um novo modelo da Fiat, o que vai gerar cerca de 1.400 novos empregos na sua linha de produção, além de investimentos anunciados para a produção do novo Jeep Avenger, na planta de Porto Real, no Rio de Janeiro, que vai abrir 100 vagas de emprego naquele estado.

Das 1.400 vagas relativas ao lançamento do novo modelo da Fiat, 1.200 delas serão criadas na unidade de Betim e, conforme a imprensa da capital, outras 200 serão criadas em Itaúna. Porém a empresa já anunciou 104 vagas (ver matéria nesta página), que estão com inscrições abertas e recebendo currículos. Em Itaúna, a fábrica do grupo é responsável pela manufatura de componentes que dão suporte à unidade de Betim. Na Stellantis de Itaúna serão produzidas peças destinadas ao novo modelo da Fiat, que deve ser anunciado em breve.

À espera de novos investimentos

No final da administração passada, foi informada a aquisição de um terreno de 117 hectares às margens da MG-050, próximo de onde funciona o aterro sanitário de Itaúna. Conforme a divulgação à época, o terreno fica a 3,8 km da rodovia, na região conhecida como Três Barras. Além da proximidade com a rodovia, a área conta com energia elétrica e fica próxima do ramal ferroviário, o que facilita a instalação de um modal.

Ainda conforme as expectativas, o novo terreno teria capacidade de abrigar grandes, médias e pequenas empresas, sendo, assim, um incentivo para a atração de novos investimentos para o município. Resta agora um planejamento municipal capaz de atrair novas empresas, o que alavancaria o desenvolvimento de Itaúna, que, há décadas, não conta com novas empresas. 

As últimas empresas vindas para Itaúna, conforme apurou a reportagem, chegaram ao município no início dos anos 2000, resultado de trabalho feito pela administração de Osmando Pereira, quando do fechamento da unidade da Itaunense Tecidos. De lá para cá, muitas expectativas e nenhuma nova indústria se instalou na cidade a partir de movimentos de fomento do poder público.