Delegado faz pressão, prefeito e coronel cedem: O ponto de ônibus continua ilegalmente em frente ao Banco Mercantil
Delegado alega que é área de segurança e que precisa do estacionamento para funcionários
Em uma reviravolta que escancara a fragilidade da gestão pública municipal diante dos interesses corporativistas, a Prefeitura de Itaúna voltou atrás em uma decisão para a mobilidade urbana da cidade. Após forte pressão exercida pelo delegado da Polícia Civil, o prefeito e o secretário de Segurança Pública (coronel) capitularam e revogaram a mudança de duas linhas de transporte coletivo que passariam a circular atrás do antigo Fórum. Com o recuo vergonhoso do Executivo, o ponto de ônibus continua operando de forma irregular e perigosa em frente ao Banco Mercantil.
A velocidade da submissão do município impressiona: poucas horas após o delegado protocolar um ofício contestando a alteração do trânsito sob a justificativa de preservação de uma suposta "área de segurança" e da necessidade de vagas de estacionamento para a futura Delegacia, a administração municipal agiu na calada da noite. Placas indicativas que já haviam sido instaladas na região do antigo Fórum para orientar os motoristas e usuários foram retiradas e recolhidas pela prefeitura, tentando apagar o rastro do projeto que entraria em operação na segunda-feira
É um completo absurdo que o interesse individual de um delegado, preocupado em garantir a comodidade de seu estacionamento privativo, se sobreponha ao bem-estar e ao direito de ir e vir de milhares de cidadãos de Itaúna. A prefeitura demonstra uma grave falta de pulso e total submissão, sacrificando o planejamento urbano e a segurança dos passageiros para agradar à pressão de uma única autoridade.
O argumento oficial utilizado pela Polícia Civil — de que o fluxo e a concentração de passageiros nas proximidades da unidade policial poderiam comprometer as diligências e gerar riscos à população — esconde a verdadeira e mesquinha motivação: a disputa por espaço de estacionamento para viaturas e carros particulares de agentes públicos. Enquanto isso, os usuários.




