LabArte movimentou a Escola Municipal Dona Dorica

Entre os dias 19 e 26 de agosto, aconteceu naquela escola o projeto LabArte Metareciclagem

LabArte movimentou a  Escola Municipal Dona Dorica

Com o objetivo de promover a inclusão tecnológica por meio da “democratização da cultura do ‘Faça Você Mesmo’ e estimulando habilidades manuais e intelectuais na recriação de objetos eletrônicos”, aconteceu, na Escola Municipal Dona Dorica (Granja Escola), o projeto LabArte Metareciclagem. A iniciativa tem o patrocínio da Belgo e é realizada pelo Ministério da Cultura (Governo Federal União e reconstrução), sendo produzido pela Komedi Projetos e Webka. Outra proposta do LabArte é “desenvolver a consciência socioambiental e uma visão crítica sobre o consumo, incentivando a reutilização de materiais e o consumo consciente, além de viabilizar a qualificação dos jovens para o mercado de trabalho, com foco na valorização da economia criativa”, conforme apontam os organizadores do evento.

A proposta movimentou os alunos e comunidade ligada à Escola Municipal Dona Dorica, localizada na Rua Ana Aleixa de Carvalho, no Bairro Piaguassu, entre os dias 19 e 26 de agosto. O LabArte Metareciclagem realizou, durante os dias do evento, oficinas gratuitas, reunindo arte, tecnologia e sustentabilidade para os alunos da citada escola. Os trabalhos artísticos utilizaram “lixo eletrônico” para criar “obras robóticas incríveis”, como destaca a divulgação. E, no último dia do projeto, terça-feira, 26, foi feita uma exposição dos trabalhos dos alunos, que puderam ser conhecidos no horário das 12 às 16 horas.

Do grave problema a uma proposta artística

O lixo eletrônico é um dos mais graves problemas da realidade brasileira. Somos o quinto maior produtor desse tipo de resíduo no mundo, sendo o segundo maior das Américas, com produção média de 2,4 milhões de toneladas (ou seja, são 2 bilhões e 400 milhões de quilos de lixo eletrônico por ano). Cada brasileiro gera, por ano, pelo menos 12 quilos de lixo eletrônico em média. E apenas entre 2 e 3 por cento dessa montanha de lixo é reaproveitada por meio da reciclagem.

Assim, o projeto LabArte Metareciclagem aborda um grave problema nacional e apresenta soluções a partir da criatividade nata em cada pessoa. A metareciclagem, baseada em metodologias como a aprendizagem criativa e a educação para a autonomia, reaproveita componentes eletrônicos para tornar o ensino de robótica mais acessível e divertido. Essa abordagem promove inclusão, reduz impactos ambientais e prepara os jovens para os desafios da Cultura 4.0 por meio da expressão artística.

As oficinas do projeto são voltadas para turmas de até 30 alunos, a partir dos 13 anos de idade. Cada turma conta com o acompanhamento de três arte-educadores e um monitor, garantindo suporte e orientação adequados durante as atividades. São realizadas cinco oficinas por turma, com duração de duas horas cada, proporcionando um ambiente de aprendizado prático e criativo ao longo do processo. 

O projeto inclui kits de robótica, acompanhados de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para cada turma, além de kits de ferramentas duráveis que são compartilhados entre as turmas participantes. Ao final das atividades, os materiais duráveis são doados para as instituições com maior potencial de uso, contribuindo para a continuidade das ações educativas e o fortalecimento local.