DITADURA: FOLHA NOS ARQUIVOS DA POLÍCIA POLÍTICA

Começa série de reportagens que mostra arquivos do DOPS vigiando jornalistas e a imprensa itaunense

DITADURA: FOLHA  NOS ARQUIVOS DA POLÍCIA POLÍTICA
Foto: Divulgação

No final deste mês, mais precisamente, no dia 31, virada para o dia primeiro de abril, faz 62 anos do início da ditadura militar que perdurou no País por 21 anos, até o dia 15 de março de 1985, quando tomou posse na Presidência da República o político José Sarney. Sarney era o vice de Tancredo Neves, que morreu antes da posse, após vencerem a eleição indireta. Esta eleição indireta teve como votantes os membros do Congresso (deputados e senadores) e delegados representando as assembleias legislativas. Tancredo e Sarney venceram Maluf e Flávio Marcílio (então presidente da Câmara dos Deputados) por 480 a 180 votos. Mas não é sobre a história oficial a série que a FOLHA passa a publicar nesta edição, e sim sobre os porões da ditadura e, mais precisamente, sobre a vigilância da polícia política (o Departamento de Ordem Política e Social - DOPS, braço policial repressivo da ditadura) sobre a imprensa local. Isto mesmo, a polícia “secreta” da ditadura seguiu os passos de jornalistas como o José Waldemar, Anis Leão, Renilton Pacheco e Sérgio Cunha, por exemplo, da Folha do Oeste, atual FOLHA DO POVO, e de várias figuras da história itaunense. O trabalho de pesquisa embasado em documentos dos arquivos do antigo DOPS e que conta detalhes desta “espionagem” em Itaúna é do historiador e colabora dor do jornal Charles Aquino. Veja a primeira parte nesta edição, na página 13.