RISCOS À SAÚDE - Sarampo volta a assustar brasileiros
Depois de 17 casos registrados no País, sendo 16 deles em São Paulo, apelos à vacinação voltam à pauta do dia. Ministério da Saúde alerta que empresas devem facilitar vacinação de trabalhadores contra o sarampo
O Brasil recebeu o selo de “Livre do Sarampo”, em 2016, um certificado que é emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), após amplas campanhas de vacinação e combate à doença. Porém, pouco depois, tiveram início as campanhas dos antivacinas e, em 2019, perdemos a certificação, o que persistiu até 2023. Novo trabalho de aumento da imunização foi realizado pelas autoridades nacionais e, em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) novamente declarou o Brasil livre do contágio pelo sarampo.
Agora, em 2026, após a realização da Copa do Mundo, quando se tinha receio do contágio da doença, visto que, em 2025, Estados Unidos, Canadá e México concentraram 67% das infecções de todo continente, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o problema voltou a assombrar os brasileiros. E com o registro de 16 casos em São Paulo e mais um no Rio de Janeiro, até 31 de julho, é preciso que medidas preventivas mais intensas sejam tomadas para que a doença não se alastre País afora.
E a vacina é a prevenção cientificamente comprovada que se tem contra a doença. Os casos registrados, conforme divulgação do Ministério da Saúde, alcançaram pessoas com idade entre 6 meses a 59 anos de idade. Assim, as autoridades convocam pessoas com idades até 29 anos que não possuam comprovante de vacinação com duas doses a receberem o esquema básico ou completá-lo com as doses necessárias.
Também são convocadas pessoas com idades entre 30 e 59 anos e que não tenham histórico comprovado de vacinação para receber uma dose. Os trabalhadores da saúde devem comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade, em razão do maior risco de exposição ocupacional.
Após os casos registrados da doença, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) divulgou alerta reforçando a importância da vacinação entre os trabalhadores, para prevenir surtos em ambientes laborais e nas comunidades onde vivem. A entidade também pediu que as empresas facilitem o acesso dos profissionais aos serviços de vacinação e promovam campanhas educativas, com informações baseadas em evidências científicas. (Com informações da Agência Brasil e ANAMT)







