O voto é secreto, mas...

O voto é secreto,  mas...

Ouço muito por aí as pessoas elogiarem processos democráticos de outros países, com uma certa frequência – descabidos, na minha opinião –, a democracia americana. Discordo de uma série de questões nestes elogios, mas concordo em uma situação, que é a declaração de voto, pública, da imprensa. Entendo que, assim, o leitor não é enganado com a falsa “imparcialidade” que tentam vender, aqui no Brasil, com os veículos de imprensa apoiando descaradamente um lado, mas afirmando sempre que atuam de maneira imparcial. A imparcialidade, a meu ver, é um engodo, atrás do qual se escondem os desonestos. É muito mais honesto que se declare o voto, para que, assim, o leitor possa tirar as suas próprias conclusões. Eu sempre declarei meu voto e minhas opiniões, para que as pessoas que leem meus textos não sejam enganadas com a falsa imparcialidade que muito se vê por aí. 

Essa introdução é para informar que eu voto e apoio a candidata a deputada federal por Minas Gerais Lohanna França nestas eleições. E explico os motivos que me levam a essa definição. Antes, porém, quero afirmar que aqui não estou criticando outros candidatos ou afirmando que eles não merecem o voto das pessoas. Estou, sim, declarando em quem voto e o porquê de fazê-lo. Vamos, então aos argumentos: nas eleições de 2022, votei na Lohanna para deputada estadual, após receber o pedido de voto de duas pessoas distintas, de posturas bastante diversas na prática política. Votei e, como sempre fiz, passei a acompanhar as ações da Lohanna, até porque acredito que o fato de votar em um candidato me dá o direito de acompanhar mais de perto os seus atos e ações enquanto no mandato. E posso dizer que, em momento algum, em situação alguma, me arrependi do voto dado. Lohanna tem uma postura de defesa dos direitos das pessoas que admiro. Ela é articulada, tem facilidade de se expressar e defende os mesmos valores que eu busco para minha vida. 

Lohanna, em quatro anos de deputada estadual, conseguiu inúmeras conquistas, com diversos projetos aprovados. Porém a proposta que possibilitou a transferência do Hospital Regional do Centro-Oeste de Minas para o Governo Federal, e a sua consequente entrada em funcionamento, tenho como a mais importante para a nossa região. Se hoje contamos com um Hospital Regional, para atender à demanda de 54 cidades do Centro-Oeste mineiro, muito disso devemos a ela. Primeiro, que arrancou a promessa ao Lula e, depois, fez com que essa promessa fosse cumprida. Também digo que é importante destacar a luta dela em favor da UEMG, em todo o Estado. Em quatro anos de mandato, a Lohanna fez mais pelo ensino da classe menos favorecida do que muito político com diversos mandatos na Assembleia e no Congresso Nacional. 

A postura da deputada, sempre defendendo as pautas que importam para o dia a dia das pessoas, especialmente nas áreas da educação e da saúde, se mostrando aguerrida, lutadora, incansável, por si só, já me fariam repetir o voto nela. Porém é preciso falar, rapidamente, sobre a sua atuação em favor de Itaúna. Para não me estender muito, pois as ações foram inúmeras, faço aqui uma conta rápida: em 2022, ela recebeu 2.545 votos em Itaúna. Nestes quatro anos, destinou mais de R$ 6,5 milhões de recursos para a cidade, sendo cerca de R$ 3 milhões só para o Hospital “Manoel Gonçalves”, com destaque para os investimentos na usina fotovoltaica, que vai gerar economia ao hospital de cerca de um milhão por ano. Se fizermos as contas, em valores, cada voto itaunense gerou retorno de mais de R$ 2,5 mil para Itaúna. Como comparação, o deputado estadual de Itaúna que mais mandou dinheiro para a cidade, quando era deputado, enviou algo em torno de R$ 1,2 mil para cada voto recebido. Assim, está claro que, proporcionalmente, Lohanna foi a deputada que mais deu retorno aos itaunenses pelos votos recebidos. Por isso eu voto e sugiro o voto, em Lohanna 4350, para deputada federal. Tenho dito!

Por Sérgio Cunha

Jornalista profissional, especialista em comunicação pública e membro da Academia Itaunense de Letras – AILE, sendo titular da cadeira 26.