Momento Político
É uma imensa preguiça e desânimo falar em política no Brasil. Mas a situação é tão surreal que não podemos nos calar. E como me recuso a participar deste espetáculo de circo mambembe de quinta categoria, deixo escrito o meu protesto e indignação contra este triste espetáculo!
Então vamos lá: o Mito, o imbrochável, o imorrível, o incomível, está no xilindró, acompanhado de seus sequazes. Foi parar na Papudinha, onde, a qualquer crise de unha encravada, pede penico ao Xandão para cumprir a sua pena em prisão domiciliar, pois no “Hotel Oficial” ele diz correr risco de vida. Vejam só o valentão!
Diante de sua inviável condição eleitoral, na prisão, foi ungido oráculo político da direita nacional. As raposas larápias e demais vigaristas o desprezam, mas o homem tem uma coisa preciosa que eles precisam para sua sobrevivência: votos cativos que ele distribui a seu bel prazer (a “gadaiada” da classe média é de uma fidelidade canina), e esperam ansiosamente a sua distribuição. Depois de um vai e-volta sem parar, o capitão engaiolado decide: para surpresa de ninguém, seu rebento 01 iria substitui-lo como candidato.
No início, tiveram dúvidas sobre sua viabilidade, mas, na primeira pesquisa, o garotão demonstrou possibilidades (como disse acima, a “gadaiada” é fiel). Diante desse quadro, vamos relembrar alguns fatos da biografia do senador: nascido na periferia pantanosa do Rio de Janeiro, onde navegam tranquilamente os chefões do crime organizado, viveu sempre entre bandidos e, muito jovem, foi eleito deputado estadual e teve como chefe do seu gabinete o notório Fabrício Queiroz, especialista em “rachadinhas”, abiscoitando parte do salário de seus funcionários em benefício próprio.
O único projeto que apresentou naquele período foi condecorar Adriano da Nóbrega chefe miliciano do Escritório do Crime com a mais importante Comenda da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, época que estava preso, acusado de onze mortes. Como prêmio, foi eleito senador (eita Rio de Janeiro!), vivendo na sombra do pai, pregando o ódio e tendo como alvo o STF e nele o ministro Alexandre de Morais, carrasco de seu pai, e demais golpistas (este o único real motivo do seu ódio). O valente só abre a boca para falar mentiras e hipocritamente acusar seus adversários de corruptos, esquecendo que foi condenado como ladrão pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, e salvo por uma liminar do ministro Gilmar Mendes (quem diria?).
No escândalo do Banco Master, aparece em vídeo achacando o gangster Vorcaro em 134 milhões de reais para fazer um filme sobre seu pai , dinheiro este desviado para outros fins, inclusive, para sustentar seu irmão Dudu Bananinha, refugiado nos Estados Unidos. Nessas transações, promete defender o gangster Vorcaro em qualquer circunstância. Aliás, falando do Banco Master, que cresceu no governo Bolsonaro, tendo na presidência do Banco Central o Sr. Roberto Campos Neto, responsável pela fiscalização do setor financeiro do País, ele não aparece no noticiário nacional. Por que será que ele está sendo blindado pela mídia nacional?
Falemos agora da Campanha Eleitoral: o ladrão mentiroso sentado no seu imenso rabo vem acusando o seu principal adversário, o Presidente Lula, e seu governo de corruptos: um indivíduo que nasceu e viveu nas águas pantanosas do crime organizado!
Os outros candidatos são irrelevantes, em destaque, o Zema, que perde para todos os outros em Minas, Estado que governou por 8 anos, dizendo que o resgatou da desgraça do governo Pimentel! Encontrou o Estado com uma dívida de R$ 100 bilhões e o deixa com uma de R$ 180 bilhões!
Agora o STF: que balbúrdia virou nossa mais importante corte! Cinco ministros envolvidos com o Banco Master! Até o Alexandre Morais, o homem que salvou nossa democracia, queiram ou não seus detratores, com a mulher metida em contratos com o banco! Pode até ser legal, mas imoral é. A Suprema Corte, com transmissão ao vivo pela TV, parece mais um espetáculo teatral que julgamento!
Vamos recuperar a seriedade, sem o Supremo, conquista civilizatória, mergulharemos na barbárie. As eleições estão chegando, temos que escolher entre o populista Lula e o traidor Flávio. As cartas estão na mesa. Nas eleições passadas, 75 por cento dos eleitores de Itaúna votaram em Bolsonaro. Agora, o candidato é seu filho, muito pior. Vamos, patriotas itaunenses, a hora é agora!
Tomem tento!
Por José Simonini Filho





