Médica é indiciada por homicídio culposo após morte de bebê em maternidade de Itaúna
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da recém-nascida Sofia Vitória e indiciou a médica plantonista R.S.G. por homicídio culposo — quando não há intenção de matar. As investigações, conduzidas pelo delegado Dr. Leonardo Pio, apontam suposta negligência e imperícia no atendimento prestado na Maternidade do Hospital Manoel Gonçalves.
O caso aconteceu no dia 13 de maio de 2026. A mãe, a advogada Raquel Caetano, deu entrada na unidade com 41 semanas de gestação e exames estáveis para indução do parto normal. No entanto, após complicações no trabalho de parto prolongado, a bebê não resistiu. Em depoimento, a mãe afirmou ter solicitado uma cirurgia cesariana devido ao exaustivo desgaste físico e denunciou falhas no uso de medicamentos para dilatação, atraso na indicação cirúrgica e complicações de hemorragia pós-parto, que a levaram a passar por uma curetagem.
Embora o relatório policial indicie a médica plantonista, os prontuários de admissão e evolução do hospital contavam com assinaturas de outros profissionais da enfermagem e obstetrícia. A Polícia Civil confirmou a remissão do inquérito e reforçou que a médica responde em liberdade, respeitando o contraditório e a presunção de inocência, enquanto o processo segue para o Ministério Público. Procurada pela redação da FOLHA, a médica não quis se manifestar. O espaço segue aberto para manifestações da defesa e da instituição hospitalar.







