ELEIÇÕES 2026 - Expectativa é de renovação “comedida”

ELEIÇÕES 2026 - Expectativa é de  renovação “comedida”

A imprensa tem divulgado que “a farra das emendas” garante a reeleição mais facilitada para os atuais detentores de mandato. Assim, eles contam com mais recursos e, consequentemente, com mais votos para garantir a continuidade dos mandatos. No Senado, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - DIAP, a expectativa é de que 55% das 54 vagas em disputa sejam preenchidas por novos nomes. Isso levando por base que, dos 54 cargos em disputa, apenas 32 senadores buscam a reeleição. Em Minas, por exemplo, um dos senadores não se recandidatou: Rodrigo Pacheco. Já o segundo, Carlos Viana, está na disputa com “pesos pesados” como Marília Campos, Aécio Neves e Domingos Sávio. Sem falar em Áurea Carolina e Marcelo Aro, que, segundo as pesquisas, também estão no páreo.

Para a Câmara Federal, a previsão do mesmo DIAP é de que ocorra uma renovação de 45% da atual bancada. Dos 513 deputados, 438 disputam a reeleição, garantindo, assim, uma renovação mínima de 15% das vagas. A tendência nas últimas eleições tem sido de redução na renovação, provavelmente escorada nos recursos das emendas parlamentares, que garantem cerca de R$ 50 milhões por ano para cada parlamentar, o que acaba gerando muito retorno político para os detentores de mandatos. Como exemplo: em 2014, a renovação foi de 47,04%; em 2018, de 46,58%; em 2022, de 46,33%; e a previsão para as eleições deste ano estão em 45%.

Na Assembleia Legislativa, segundo levantamentos de analistas, a renovação será ainda menor, estando previsto índice em torno de 30%. Isso porque, nas eleições passadas, a renovação ficou em 32,46%. Assim, com as urnas fechadas, poderemos saber se a fala corrente de que “precisa mudar” é somente “da boca para fora” ou se o eleitor realmente está desiludido com os atuais eleitos e quer, realmente, mudar a situação política atual.