Dois médicos devem responder por homicídio culposo
Conclusão de investigações da Polícia Civil aponta que os profissionais podem ser punidos pela morte de recém-nascido
Nesta semana, a Polícia Civil de Itaúna informou que concluiu as investigações e apontou o indiciamento de dois médicos obstetras por suspeita de homicídio culposo na morte de um recém-nascido. Conforme as apurações, a mãe da criança ficou por 12 horas em trabalho de parto induzido no Hospital “Manoel Gonçalves”. A conclusão do inquérito aponta negligência e imperícia pelo descumprimento de regras técnicas da profissão.
Ainda conforme as apurações, o parto da paciente era de alto risco e, mesmo com registros de alertas para a realização de uma cesariana de urgência, além de sinais claros de sofrimento fetal e presença de mecônio no líquido amniótico, houve demora para a intervenção cirúrgica. O bebê nasceu em parada cardiorrespiratória devido à asfixia perinatal e morreu poucas horas depois.
As apurações revelaram também que a placenta foi extraviada e descartada inadequadamente no bloco cirúrgico, impossibilitando a realização do exame anatomopatológico, considerado fundamental para o esclarecimento do caso. Para fundamentar o indiciamento, os investigadores analisaram prontuários e documentos médicos, além de colherem depoimentos de testemunhas, profissionais de saúde e familiares. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A defesa dos médicos ainda não se pronunciou publicamente.






