DIA DAS CRIANÇAS - Quase 30% dos comerciantes esperam melhora nas vendas
Levantamento da Área de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG aponta que o período impacta quase 80% do varejo em Minas Gerais
Se no levantamento publicado no dia 27 de julho o setor apontava que sete em cada dez varejistas mineiros apostavam que venderiam mais no segundo semestre deste ano, o foco agora são as vendas para o Dia das Crianças, comemorado no dia 12 de outubro. Conforme o levantamento da Área de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG, 29,1% dos comerciantes ouvidos pelo setor apostam no aumento das vendas para o período. Outros 26,5% apostam na estabilidade e apenas 21,8% preveem retração nas vendas para o Dia das Crianças neste ano.
Conforme a assessoria da Fecomércio MG, “a leitura do cenário revela um comércio que reconhece o potencial da data, mas administra as decisões com atenção ao comportamento das famílias. Entre os empresários que esperam vendas melhores, o principal argumento é o próprio otimismo em relação ao período, citado por 56,3% deles”. E acrescenta ainda que “o valor afetivo da data aparece em seguida, com 34,5%, enquanto 16% mencionam o aquecimento do comércio”.
"Os resultados mostram um varejo atento a uma data que combina apelo emocional e potencial comercial, mas que também exige cuidado na tomada de decisão. O empresário percebe a oportunidade, porém considera o ambiente de consumo e a capacidade de compra das famílias antes de ampliar estoques ou intensificar investimentos", avalia Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG. Nesse cenário, o diferencial não está apenas no produto, mas na experiência oferecida ao consumidor. Entre as empresas que pretendem adotar ações para estimular as vendas, 20,2% apostam em atendimento diferenciado, 17,1% em propaganda e 15,8% em promoções e liquidações. O marketing digital aparece em 11,5% das estratégias mencionadas.
Outra informação do estudo indica que “o planejamento dos estoques também aponta uma preparação relativamente antecipada para a data. Quase dois terços dos estabelecimentos, 64,6%, já receberam todas as encomendas. Outros 28,6% ainda aguardavam remessas, enquanto 6,5% não haviam realizado os pedidos”. Para Gabriela, o comportamento dos lojistas revela uma estratégia de equilíbrio entre oportunidade e prudência: "Em um período marcado por forte apelo emocional, o consumidor tende a valorizar a escolha do presente, mas o lojista precisa transformar essa intenção de compra em conversão. Atendimento, variedade, comunicação e condições de pagamento passam a ter um peso importante na decisão", observa.
Composição do mix
Ainda conforme a divulgação sobre o estudo, feita pela assessoria da Fecomércio MG, foi reservado espaço para a chamada composição do mix. “Na composição do mix, os brinquedos aparecem como a categoria com maior expectativa de saída, citada por 23,1% dos empresários. Na sequência estão roupas, com 17,2%, balas e doces, com 10,7%, e calçados, com 8%. A diversidade de categorias reforça que a data ultrapassa o universo tradicional dos brinquedos e alcança diferentes segmentos do varejo”, destaca.
A presença do meio digital nas negociações também mereceu destaque. “Entre as empresas impactadas pela data, 33,5% realizam vendas on-line. Nesse grupo, o WhatsApp é o principal canal, utilizado por 81,5% dos estabelecimentos, seguido pelas redes sociais, com 25%. Para uma parcela das lojas, as vendas digitais já representam uma fatia relevante do faturamento, concentrada principalmente nas faixas de 15,01% a 20% e de 10,01% a 15% das receitas.
"Mais do que uma extensão da loja física, o ambiente digital aparece como parte da jornada de compra. O destaque do WhatsApp mostra que conveniência e contato direto continuam sendo importantes para o consumidor. Para o varejo, isso significa estar disponível no canal em que a decisão de compra efetivamente acontece", adisse Gabriela.
A pesquisa também aponta uma característica tradicional do comportamento do consumidor nessa data: a concentração das compras perto do evento. Para 85,1% dos empresários, as compras devem ocorrer principalmente na semana do Dia das Crianças. Apenas 12,4% esperam que os clientes se antecipem. O Pix aparece como principal meio de pagamento esperado pelos lojistas, com 28%, seguido pelo cartão de crédito parcelado, com 27%, e pelo cartão de crédito à vista, com 23,9%.
Em relação ao valor das compras, as faixas de tíquete médio mais citadas são de R$ 70 a R$ 100 e de R$ 100 a R$ 200, ambas com 23,6% das respostas. "A concentração das compras na semana da data reforça a importância de o comércio estar preparado para responder rapidamente ao aumento da demanda. O consumidor pode deixar a decisão para os últimos dias, mas espera encontrar disponibilidade, facilidade de pagamento e uma experiência de compra simples", acrescenta Gabriela. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Fecomércio MG – Wagner Fernando Liberato)





