Da Assembleia da ONU às barrancas do São João, se aproveita o quê?

Da Assembleia da ONU às barrancas do São João, se aproveita o quê?

Esta semana, estamos assistindo a mais uma Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que ocorre em Nova York, onde fica a sede da entidade que engloba 90% dos países do mundo. O trabalho da ONU serve para manter a paz e a segurança no mundo, promover os direitos humanos e incentivar o desenvolvimento sustentável entre os países membros. Com a base sendo a paz e a segurança, busca, então, atuar na prevenção de conflitos, enviando missões de paz para lugares que sofreram e sofrem com as guerras, exemplos da Ucrânia e Palestina. Lugares que sofreram com catástrofes, como agora ocorreu no Nepal, entre outras regiões do mundo, como a África.

É importante discutir política mundial visando o futuro, é fundamental colocar em debate o avanço tecnológico da IA, tema central entre as duas potências mundiais USA e China. Mas mais importante que tudo isso é cada um olhar ao redor, observar o seu território e saber o que o povo ali originário precisa. É desenvolver planos sociais sustentáveis para que o mundo possa ser e ficar melhor, mais humano. Estamos virando máquinas.

Apostas e discursos com cunho de soberania e ameaças não contribuem, apenas servem para fomentar a disputa pelo poder de territórios. É preciso mesmo dar um basta nos narcotraficantes, nos cartéis, mas afirmar que a América Latina será “o nosso quintal” e que vamos transformá-la é muito forte para uma América Independente. Aí sou obrigado a concordar com uma resposta singela e convincente do nosso presidente da República, que pode ter todos os defeitos apontados por uma parcela entreguista, mas é um brasileiro comum para dizer que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. E não cabe mesmo, o Brasil é grande, o Brasil é rico, o Brasil é soberano, o Brasil é nosso. 

Comecei o editorial buscando os temas levantados na Assembleia Geral da ONU para mostrar que, em uma disputa política interna, há muito mais que apenas a disputa, há um olhar para o futuro. E esse futuro depende muito do voto, e voto é uma ação individual, que deve ser espontânea, porém pensada e articulada em favor de melhorias de um todo. A resposta do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva – cidadão nordestino, repito, que saiu da Garanhuns em cima de um caminhão pau de arara e veio parar em São Paulo, onde enfrentou as metalúrgicas de Santo André, tornou-se sindicalista e é o único cidadão brasileiro a ser presidente da República por três mandatos, e tudo indica terá o quarto – ao presidente dos USA, Senhor Donald Trump, foi uma resposta à altura, e com um efeito fantástico. Ou seja, somos muito grandes. Não cabemos em qualquer quintal. Para quem sabe ler, um pingo é letra. Não assim que se diz?

Acho que, vindo para o nosso quintalzinho, aqui enfiado nas entranhas das montanhas de Minas, chegou o momento de não errarmos mais. Precisamos de um deputado federal e um estadual. Um que seja nosso de verdade. Da terra, que conheça nossos problemas, nossas deficiências e nosso dia a dia nas áreas prioritárias. Chega de entreguismo. De transferir os problemas para os outros, que não resolvem porque não são do torrão. É preciso levar em conta também que, enquanto houver disputa apenas para ocupar espaço, vamos continuar amargando derrotas políticas e ficar na dependência dos outros, pois não tem como Itaúna fazer dois deputados federais na eleição da próxima semana. É impossível. E um deles sabe que está na disputa por motivos que não são os verdadeiros. Pode afirmar o que quiser, mas dizer que está em campanha por Itaúna é falso. Pois não há como atingir a legenda, não há como conseguir os votos necessários no seu partido. Então fica o questionamento: recurso de campanha? Ou seja, fundo eleitoral? Colocação do nome como teste para a eleição municipal? Não há justificativa plausível. Há apenas uma: prejudicar Itaúna e seu povo. 

Então, caro eleitor itaunense, é hora de acabar com isso. Vote consciente. Vote em você, por um motivo simples: o voto é seu seguro. Ele é seu e vai ditar o seu futuro e o da sua família.          

Por Renilton Gonçalves Pacheco